Serei do amor súdito ao vassalo

Por: Baltazar Gonçalves

410609

Oh noite oceano de mistério profundo,

vem meu amado - nele navego seguro.

 

Em seus pés cansados da lida

derramarei óleo de olíbano

guardado em cântaro de prata;

na face as marcas do tempo

são meus nomes tatuados.

 

O amor em tempo da pandemia

é orvalho sobre tomilho úmido;

aroma da manjerona fresca

plantada aos pés da laranjeira.

 

Cabelos grisalhos, ramas de hortelã.

Suspiro eterno, doce cálculo do perfeito.

Hálito verde da cidreira, ardor dos cuidados efêmeros.

 

Coroarei meu amado rei no meu reino,

fiz pra ele coroa singela de mini rosas

em trama pontuada por de erva-doce.

 

Serei do Amor súdito vassalo:

depois de vencida as batalhas

é quem rege minhas vastidões.

Envie seu texto
e faça parte do Nossas Letras