Literatura - O espaço é de todos

Por: Andreza Carício

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Não há com ignorar as diversas opiniões que rondam os jornais e sites de notícias, e o veredito ultimamente imposto: autoajuda não é literatura, ela não forma leitores.

A segregação de um espaço de cultura e informação é tão perigosa quanto a mensagem que as pessoas querem passar ao escrever um livro sobre riqueza e prosperidade. Quem disse que a minha palavra não incentiva? Em que tempos estamos que querem nos obrigar a acreditar que literatura tem fórmulas?

Claro que a magia de se tornar um milionário e virar sucesso absoluto a partir de um livro é falha. Mas não podemos esquecer que o gosto pela leitura começa quando lemos o que nos identificamos, ou o que precisamos naquele exato momento.

A discussão seria muito mais no âmbito da semântica do que no literário. Podemos discutir horas a fio os terríveis charlatões e enganadores, mas não podemos entrar no mérito do que pode ou não conter na literatura.

Vejo nas milhares, não é brincadeira são muitas mesmo, de mensagens de gratidão dos meus seguidores sobre como a minha literatura, sim é um livro (editado e publicado), tem os ajudado a enfrentar o cotidiano surrado que os maltrata sem que ao menos eles possam saber das provas que a vida pode trazer e a importância que tem superá-las.

Estudei por anos os especialistas e artigos sobre a temática, fiz cursos, fiz laboratórios em minha própria vida, e de tudo isso, posso dizer que palavras de incentivo, conforto e amor transformadas em um livro, é literatura! Não há como negar!

Deve ser respeitada a pessoa que não acredita em autoajuda, é como religião, cada um tem a sua crença e o nosso país, ainda bem, é livre. Porém, o respeito é inerente, uma vez que muitas pessoas de fato mudaram as suas vidas com as minhas palavras, com as de Augusto Cury, Brian Weiss, Paulo Vieira, James C. Hunter e até Deepak Chopra.

A literatura é um espaço de todos! Leiam, leiam o que gostam, leiam o que precisam, leiam por diversão, leiam por amor e não deixem que a amargura da segregação e classificação dos demais invadam as suas estantes. Afinal, mais do que leitura, uma obra de autoajuda é livro de cabeceira e não de prateleira.

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