Resignação

Por: José Antonio Pereira

"Quem não quer comer capim, que aprenda a engolir sapos...”

Independente de idade, sexo, classe, nivel cultural, e outros tópicos socias, a vida impõe a nós, seres humanos, fases em que não somos felizes ou satisfeitos. Somos tomados por frustrações e indignações. Comparamos nossa situação com a de outra pessoa ou com outra fase que vivemos. Analisamos o porquê de enfrentarmos tais dificuldades.

Pois bem! Observo a sazonalidade da existência:

Ontem: uma pessoa importante, respeitada, dona de tantos bens... Hoje: simples, humilde e trabalhadora. Hoje: o rei, amanhã: o bobo da corte. E assim vai...

Nosso itinerário ao longo do tempo é como uma estrada cheia de cascalhos, buracos, onde temos a impressão de ser quase impossível percorrê-la (diga-se de passagem, que este percurso transcorre em câmera lenta), mas respiramos fundo e aceitamos o desafio. Devagar, com cuidado, saltamos um abismo, tropeçamos em uma pedra mais a frente, escorregamos em um lamaçal, caímos, levantamos, equilibramos. Repomos e testamos nossas forças e resistência.

Como toda estrada, chegamos ao trecho que Deus pavilhou, iluminou e alargou para nós. Aí relaxamos e devagar curtimos nossos passos em solo firme, liso, resistente. Tendo a sapiência de considerar as divinas dádivas alcançadas.

Assim transcorre a vida: cheia de altos e baixos, alegrias e tristezas, chegadas e partidas...

Por que estou falando sobre isso?

Que tal tirar proveito de qualquer situação? Seja ela fácil ou difícil? Sejamos resignados ao destino, alimentando a esperança de uma luz no final do túnel, ou da semente plantada gerar o devido fruto, ou ainda acreditar que dias melhores virão.

O dicionário define a palavra resignação como: paciência com sofrimentos e injustiças... Tenho um sinônimo mais otimista para ela: crescimento pessoal! Tudo tem a hora e o motivo de ser e acontecer. Se não ficar satisfeito, é porque não percorreu o trajeto definido para você.



 

Adriana Raymundo Funcionária pública

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