Walter Avancini

Por: José Antonio Pereira

A carreira de Walter Avancini esteve associada à televisão brasilileira desde sempre.Ele começou a trabalhar nela no dia 18 de setembro de 1950, data da primeira transmissão. Participou então como ator de um programa dirigido por Manoel da Nóbrega, na TV Tupi de São Paulo. Tinha 15 anos e um currículo razoável de experiências na área: desde os 6 anos fazia pequenos papéis no rádio. Da Tupi foi para a TV Paulista, em 1953. Depois, para a Rádio Bandeirantes. Em seguida para a TV Excelsior, onde começou a escrever teleteatro. Em 1973 estava na Globo. Saiu em 1980 e foi trabalhar na Bandeirantes. Voltou à Globo um ano depois. Nesta emissora foi diretor, com Lima Duarte, de um clássico da telenovela brasileira, divisor de águas para o que seria feito a partir de então: Beto Rockefeller.

Ator, diretor, roteirista, mostrou-se em tudo o que fazia inovador. Espírito indomável, disciplinado e perfeccionista, criava o tempo todo, estava sempre trabalhando. Criar para ele era vital, como respirar. Conduziu na TV, além de Grande Sertão, outros clássicos da dramaturgia, como Selva de Pedra, Gabriela, Xica da Silva, Morte e Vida Severina, Memórias de um gigolô, Chapadão do Bugre, A Morte e A morte de Quincas Berro d’Água, Avenida Paulista, O cravo e a rosa, Mandacaru... Extensa e expressiva, a lista de seus trabalhos é um indicador de como ele ajudou a melhorar a qualidade da televisão no Brasil ao longo dos anos.

Morreu em 2001, vítima de câncer de próstata, aos 66 anos. Ficou inacabada a novela A padroeira, que seria terminada por Roberto Talma.Era paulista de São Caetano do Sul, filho de um pedreiro e de uma dona-de-casa. Deixou três filhos.

 

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