Maria Àngels Anglada

Por: José Antonio Pereira

De lindo nome catalão, Maria Àngels Anglada i d’Abadal nasceu num povoado próximo a Barcelona, em 1930. Desde cedo manifestou gosto pela língua e literatura de seu país, especialmente da região espanhola de origem, a Catalunha, um país dentro do outro. Gostava muito também dos poetas de língua italiana e dos textos de mitologia grega.


Estudou filologia clássica na Universidade de Barcelona, dedicou-se ao magistério, assinou centenas de artigos nos jornais espanhóis, fez crítica literária, poemas e ficção.


Como poeta publicou Diptic e Kiparíssia. Depois compilou toda sua poesia em Colunas de Horas. Inspirado neste livro, o cantor Josep Tero gravou o CD Et Deixaré a Veu, que depois virou espetáculo.


Por causa de seu gosto pelos gregos, escreveu um importante trabalho de crítica literária sobre Josep Carner chamado Viatge a Itaca e outro sobre Salvador Espriu, Seus Melhores Escritos.


Seu livro de estreia na ficção foi Les closes, em 1978. Em 1985, conquistou o prêmio Lletra d’Or por Sandàlies d’escumas. O Violino de Auschwitz, de 1994, resenhado ao lado, foi traduzido para inúmeras línguas e se tornou best seller internacional. Neste mesmo ano a artista recebeu do governo da Catalunha a Cruz de São Jorge, a maior das comendas de seu país.


Junto com o marido, Jordi Geli, escreveu Memórias de um Camponês do Século XVIII, em 1978.
Maria Àngels Anglada morreu em Figueras, em 1999. Três anos antes, a cidade lhe concedera o título de filha adotiva. 

(SM)

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