Onde mora o perigo?

Por: José Antonio Pereira

Afinal de contas
Onde mora o perigo?
Este tão próximo
Esse tão desconhecido
Onde mora o perigo?
Bebê - quando lhe cortam o umbigo
Ou lhe escapa a materna mão?
Quem sabe um pouco mais tarde
Num quarto escuro, no próximo quarteirão
Onde mora o perigo?
Em guerras/terras estrangeiras, longe dos pais
Em ambientes espúrios, entre marginais?
Ou em portos, antes seguros
Casas de oração, templos, catedrais?
Onde mora o perigo?
Ora, o perigo, meu amigo
Não habita um ponto,
Não habita um lugar
Ali faz breves visitas
Mora é dentro do Homem
Onde divide um quarto com o Bem
Com este eternamente a brigar
Ao vencedor, a chance de se externar
Invadir outros, invadir lugares
Pelo sangue, pelos dedos, suores e frases
Dois seres, dois bichos
O belo e o lixo
Lutando por comida
Do pomar da vida
No coração do Homem
A este, o poder de determinar
Quem é que come
Qual deles alimentar

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