19 de junho de 2019

Franca

Vigilante executa PM e tenta se matar com tiro no peito

Marcela Maria de Oliveira, 31 anos, policial militar em fase de formação pelo 15º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Franca, foi assassinada

Franca 27/01/2015 - Repórter: Edson Arantes
Foto de: Leandro Vaz/ Comércio da Franca
Marcela Maria de Oliveira, 31 anos, policial militar em fase de formação pelo 15º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Franca, foi assassinada
Marcela Maria de Oliveira, 31 anos, policial militar em fase de formação pelo 15º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Franca, foi assassinada com três tiros no peito, domingo à noite, no Jardim Paineiras. O crime aconteceu perto do filho dela, um menino de oito anos. A motivação para o primeiro homicídio registrado em Franca em 2015 foi passional: a soldado de segunda classe foi baleada pela ex-namorada, a vigilante Elaine Cristina da Silva, 39, que não aceitava o fim do relacionamento. Após matar, a acusada foi para a casa da vítima, entrou no quarto e tentou tirar a própria vida efetuando um disparo no tórax. Ela segue internada. Se conseguir se recuperar, será levada direto para a cadeia. 
 
Marcela entrou para a Polícia Militar em julho do ano passado. Ela concluiu o curso básico, ministrado no Batalhão, e estava cursando o módulo avançado, com matérias específicas, e deveria se formar nos próximos meses. Elaine trabalhava como vigia armada no DER (Departamento de Estradas de Rodagem). A Polícia Civil apurou que ambas estavam juntas há sete anos e terminaram o relacionamento no fim de 2014.
 
Desde dezembro, Marcela estava com uma nova companheira, de São Paulo. Esta mulher é a testemunha-chave e contou detalhes do crime ao delegado Milessandro Mazola Moretti, que estava de plantão no dia dos fatos. “A testemunha estava na casa da policial. A vítima contou a ela que a ex-companheira não estava se conformando com o fim do relacionamento e que temia por alguma represália. A vigilante, que tinha as chaves da casa, chegou na residência logo em seguida, dando início a uma discussão”, disse o delegado. Segundo ele, pouco depois Elaine foi embora.
 
Imaginando que o pior já havia passado, a policial saiu com o filho e a namorada em um Corsa preto para comerem um lanche. A vigia estava escondida nas proximidades, com um Gol chumbo, e passou a seguir a vítima. No quarteirão de cima, na rua Pastor Joaquim Honório Tostes, ela fechou o carro da soldado. Eram 22 horas. Assustada, Marcela, que estava no banco do passageiro, desceu para conversar com a ex. Ainda teve tempo de pedir à nova companheira que saísse do local e levasse o seu filho, pois temia por ele. “Quando a testemunha saía com o carro, ela ouviu os disparos e chamou a polícia”, disse o delegado Milessandro. A soldado, que estava de folga e em trajes civis, foi atingida por três disparos e caiu morta no meio da rua. Os tiros foram à queima-roupa. A vítima ficou com as mãos chamuscadas, o que evidencia que tentou arrancar o revólver das mãos da ex-namorada. A PM lutava capoeira.
 
Enquanto atendiam à ocorrência de homicídio, os policiais ouviram novo disparo nas proximidades. Se deslocaram para a casa da soldado, na rua Francisco Fernandes Mateus, distante cerca de cem metros, e encontraram a vigilante caída na cama com um ferimento no peito. No local, foi apreendido um revólver calibre 38, que é da empresa de vigilância na qual trabalhava, com quatro cápsulas deflagradas.
 
Elaine foi levada para a Santa Casa e passou por cirurgia. Ela deixou a UTI e está em observação em um quarto sob escolta policial. O corpo da soldado Marcela foi velado em Franca e sepultado no fim da tarde em Sacramento (MG).
 
 


COMENTÁRIOS

A responsabilidade pelos comentários é exclusiva dos respectivos autores. Por isso, os leitores e usuários desse canal encontram-se sujeitos às condições de uso do portal de internet do Portal GCN e se comprometem a respeitar o Código de Conduta On-line do GCN.

Ainda não é assinante?

Clique aqui para fazer a assinatura e liberar os comentários no site.

VER MAIS