30 de maio de 2020

Franca

Empresário chinês paga R$ 100 mil de multa por violar leis trabalhistas

Segundo a auditora fiscal Ana Paula Salgado, chefe-substituta do Setor de Fiscalização do Ministério do Trabalho, o pagamento terminou nessa quarta-feira, depois da rescisão foi assinada.

Franca 10/12/2015 - Repórter: Priscilla Sales
Foto de: Angelo Pedigone/Comércio da Franca
Grupo de chineses chega ao Ministério do Trabalho em Franca para receber rescisão de contrato
O empresário chinês Lin Qionggui, responsável pela contratação de cinco chineses que foram flagrados trabalhando em uma construção em condições degradantes e análogas a de escravos, pagou R$ 100 mil em verbas trabalhistas, indenizações e multas. O valor foi divulgado nessa quarta-feira pelo Ministério do Trabalho em Franca. 
 
Segundo a auditora fiscal Ana Paula Salgado, chefe-substituta do Setor de Fiscalização do Ministério do Trabalho, o pagamento terminou nessa quarta-feira, depois que a rescisão do grupo foi assinada. “O empresário já havia feito o pagamento de R$ 50 mil, quando assinou um acordo com o Ministério Público do Trabalho. Na tarde de hoje (ontem), acertou o que restava com os trabalhadores, cerca de R$ 50 mil.”
 
Os chineses, que não falam português, estavam trabalhando na construção de um novo restaurante de Lin, desde o começo de outubro. “O que apuramos é que eles entraram no Brasil por meio do Suriname e da Bolívia e foram para São Paulo, onde passaram um tempo morando e trabalhando no bairro da Liberdade”, disse Ana Paula Salgado. 
 
De lá, intermediados por um outro chinês que também estava na obra em Franca, vieram para cá. “Eles foram contratados para fazer o acabamento do restaurante e foram instalados na própria obra, de maneira bem precária.”
 
Segundo a auditora, os trabalhadores tinham um salário, cujo valor não foi revelado, mas nunca recebiam tudo. “Sempre era descontada a alimentação. E se precisavam de algo, também tinham o valor descontado.”
 
A auditora disse que, dos cinco trabalhadores, apenas um tinha o visto regular. Os outros quatro estavam em situação irregular. “Dois sequer tinham passaporte ou documentos.” A pedido do Ministério do Trabalho, a Polícia Federal concedeu aos trabalhadores os documentos e um visto de três meses, que pode ser prorrogado. 
 
Nenhum dos envolvidos quis dar entrevista. Para a auditora, os chineses disseram que têm a intenção de permanecer em Franca. 
 
A obra do restaurante continua embargada até que o empresário faça as adequações de segurança exigidas por lei. 
 


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