18 de julho de 2019

Franca

Falta de medicamentos de alto custo arrisca pacientes

Os pacientes de Franca e região que ganharam uma nova chance de vida ao receberem transplantes de órgãos agora sofrem com uma angustiante espera.

Franca 15/10/2016 - Repórter: Priscilla Sales
Foto de: William Borges/Comércio da Franca
A coladeira de peças Maria Teresinha Carvalho, 46, moradora do Aeroporto I, desde o dia 29 de setembro espera pelos remédios
Os pacientes de Franca e região que ganharam uma nova chance de vida ao receberem transplantes de órgãos agora sofrem com uma angustiante espera. Desde o final do mês passado, eles não conseguem receber os medicamentos Micofenolato e Tracolimus, que evitam a rejeição do organismo aos órgãos transplantados e devem ser tomados diariamente. Os dois deveriam ser distribuídos gratuitamente na Farmácia de Alto Custo, que funciona no prédio do DRS (Departamento Regional de Saúde), mas estão em falta.
 
A coladeira de peças Maria Teresinha Carvalho, 46 anos, moradora do Jardim Aeroporto I, desde o dia 29 de setembro espera pelos remédios. “Todos os dias eu ligo lá no DRS para ver se chegaram, e nada. É uma espera desesperadora porque não sei como será se eu ficar sem tomá-los.”
 
Maria Teresinha conta que até tentou comprá-los nas farmácias comuns, mas, segundo ela, os medicamentos não estão à venda. “Eu liguei, implorei. Queria até encomendar, mas as farmácias não trabalham com esse tipo de medicamento.”
 
A coladeira disse que, sem outra alternativa, fez apelos nas redes sociais e na Rádio Difusora pedindo a doação dos dois medicamentos. “Consegui que dois pacientes me ajudassem, mas os remédios que recebi acabam neste domingo e não sei como será.”
 
Ela conta que foi transplantada em 2010, quando recebeu um novo rim, e desde então toma os remédios diariamente. “Eles são indicados para evitar a rejeição.”
 
O músico Rodrigo Vergara, que também é transplantado, disse que a falta de medicamentos na Farmácia de Alto Custo em Franca tem se tornado rotina. Ele até criou um grupo nas redes sociais para que os pacientes possam trocar informações e também se ajudarem. “São muito preocupantes essas faltas constantes. Sempre tem um ou outro medicamento que não tem no estoque. Sempre que procuramos alguma informação, a resposta é a mesma: que simplesmente não tem.”
 
O GCN procurou o DRS para comentar a falta de medicamentos, por meio de uma nota, a diretoria atribuiu a falta dos medicamentos ao Ministério da Saúde, que seria o responsável pela distribuição em todo o Estado. O GCN encaminhou e-mail ao Ministério, mas até o fechamento desta edição não houve resposta. Segundo o DRS, não há previsão de regularização. 
 
Colaborou Cássio Freires, da Rádio Difusora
 


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