12 de abril de 2021

Franca

'Coloquei a sacola na boca dele e dei as (seis) facadas'

O crime aconteceu na rua Paulo Alves Silva. Segundo informações da Polícia Civil e de familiares, o menino estava na casa onde mora com a tia, os três filhos dela e a mãe, que, no momento do crime, estava trabalhando.

Franca 21/06/2018

Franciele Funchal, de 20 anos, já está atrás das grades
Quarta-feira, 20 de junho de 2018. Era mais uma tarde de ocorrências comuns em Franca. O Copom da Polícia Militar estava atendendo chamados de desentendimentos, furtos e crimes de menor potencial ofensivo. Exceto por uma tentativa de homicídio em uma casa Jardim Paulistano. E, ao chegar no local, os policiais se depararam com uma ocorrência ainda mais incomum: a vítima era uma criança de apenas 1 ano e 8 meses e a responsável foi sua tia. Franciele Funchal, de 20 anos, já está atrás das grades.
 

 
O crime aconteceu na rua Paulo Alves Silva. Segundo informações da Polícia Civil e de familiares, o menino estava na casa onde mora com a tia, os três filhos dela e a mãe, que, no momento do crime, estava trabalhando em uma plantação de café em São José da Bela Vista.
 
Em dado momento, de acordo com seu relato à polícia, Franciele foi até o quarto em que o menino estava e, com uma sacola de plástico, conseguiu amordaçá-lo e impedir que gritasse ou chorasse a ponto de ser ouvido. Ela pegou uma faca e esfaqueou o próprio sobrinho.
 
Porém, alegando ter se arrependido, a desempregada largou o menino no quarto completamente ensanguentado e foi para a rua. Ali, gritou e pediu ajuda aos vizinhos, que acionaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). 
 
A desempregada foi junto com sua vítima até o hospital e, de lá, seguiu para a delegacia para prestar esclarecimentos. Foi na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) que a Polícia Civil descobriu ser Franciele a autora do crime.
 
A criança foi socorrida em estado grave até a Santa Casa. À polícia, o Samu informou que o menino sofreu pelo menos seis perfurações e precisou ser submetido a uma cirurgia. A reportagem do Comércio tentou, durante toda a tarde de ontem, saber notícias sobre o estado de saúde da criança. Porém, o e-mail enviado à assessoria de comunicação não foi respondido e as ligações não foram atendidas.

Ameaças à mãe
No quarto em que a criança foi esfaqueada, policiais e peritos do IC (Instituto de Criminalística) encontraram bilhetes de Franciele. “Você vai morrer” e “você nunca será feliz” eram as frases escritas em um caderno. 
 
Segundo a própria acusada, as ameaças eram para a irmã, que é mãe da vítima. Os motivos, porém, ainda não foram esclarecidos. 
 
O caderno, assim como roupas da criança e a faca usada no crime, foram apreendidos e passarão por exames periciais nos próximos dias. O trabalho dos policiais foi acompanhado de perto pela avó do menino. 
 
Chorando e incrédula com a notícia de que ele havia sido esfaqueado, a mulher buscava entender o que havia acontecido. Até então, ela não sabia que a própria filha havia tentado matar o menino. “Eu estava na roça quando recebi a notícia. Vim correndo. Não sei o que houve, nem quem fez isso. Que Deus nos ajude e ele fique bom logo”, disse. 
 
‘Coloquei a sacola e dei as facadas’
Horas depois de tentar matar o sobrinho, a desempregada Franciele Funchal foi levada para a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e, lá, confessou o crime. Alegou estar “nervosa com o choro da criança” e, por isso, desferiu vários golpes. Sequer soube precisar quantos foram. 
 
Ao delegado Helder Rodrigues e ao investigador Luciano Tavares, do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), a mulher alegou que colocou uma sacola de plástico na boca do sobrinho para que ele não fizesse barulho e cometeu o crime. 
 
“Eu estava muito nervosa. A faca estava em cima da pia. Peguei ela e a sacolinha em cima da mesa. Coloquei na boca dele e comecei a dar as facadas”, disse. 
 
Alegando ter se arrependido, a acusada, que tem três filhos, disse que correu pela rua e pediu ajuda aos vizinhos. Sem entrar em detalhes das desavenças com a irmã, atribuiu o crime ao fato de estar nervosa e de que teria um “assunto pessoal” em questão. Indagada sobre os fatos, Franciele disse que se arrepende do que fez e que faz uso de remédios controlados. 
 
Da delegacia, seguiu direto para a Cadeia Pública do Jardim Guanabara. Ela responderá por tentativa de homicídio.


COMENTÁRIOS

A responsabilidade pelos comentários é exclusiva dos respectivos autores. Por isso, os leitores e usuários desse canal encontram-se sujeitos às condições de uso do portal de internet do Portal GCN e se comprometem a respeitar o Código de Conduta On-line do GCN.

Ainda não é assinante?

Clique aqui para fazer a assinatura e liberar os comentários no site.

Veja mais Polícia

MAIS LIDAS

COLUNISTAS

ECONOMIA Atualizado 1 hora atrás

  • Dólar Comercial:
    Data:
  • Dólar Turismo:
    Data:
  • Euro:
    Data:

LOTERIAS Atualizado 1 hora atrás

  • Mega-Sena:
    Sorteio: , , , , , Data: 30/11/-0001
  • Quina:
    Sorteio: , , , , Data: 30/11/-0001