24 de agosto de 2019

Franca

Famílias de vítimas de tragédia processam motorista

Nas petições, protocoladas pela advogada, é pedido um valor de R$ 100 mil para cada família.

Franca 13/09/2018 - Repórter: Marcella Murari
Foto de: WhatsApp GCN
Fiat Linea, conduzido por Cairo, completamente destruído no local do acidente, em 2015
Quase três anos depois da morte de três jovens na avenida Paulo VI em um grave acidente, suas famílias ingressaram na Justiça contra o motorista do veículo. Além do ex-namorado e pai da filha de Carolina Rodrigues, de 20 anos, os pais de Bruna Justino, 20, e a mãe de Mariana Luiza de Sousa, 19, estão processando o auxiliar-geral Cairo César Cruz, 26.
 
Os processos, abertos no final de agosto, tratam de danos morais. Nas petições, protocoladas pela advogada Pâmela Stradiotti, é pedido um valor de R$ 100 mil para cada família, como forma de ressarcir os pais pelos prejuízos sofridos e decorrentes do acidente. “O evento trágico deixou marcas psicológicas irreversíveis e profundas nos pais da vítima”, escreveu a defensora.
 
Ainda nos documentos, Pâmela destacou a possível culpa de Cairo que, segundo testemunhas e as investigações da Polícia Civil, havia ingerido bebida alcoólica antes de dirigir e também estava em alta velocidade no Fiat Linea. 
 
Para a advogada, Cairo agiu de forma dolosa. “Infelizmente, por conta de uma conduta perigosa e imprudente, Bruna, uma das vítimas fatais, veio a falecer na mesma hora, evidenciando tamanho impacto.” Na petição da mãe de Mariana, ela escreveu que “é evidente o nexo de casualidade que imputa a Cairo a responsabilidade pelo fatídico evento que ceifou a vida de Mariana.”
 
Além dos pais das duas jovens, o ex-namorado de Carolina e pai de sua filha, hoje com 3 anos, também está processando Cairo. Ele pede mais de R$ 660 mil em uma indenização de danos morais e materiais para amenizar a perda que a criança sofreu. Esse processo está suspenso até que haja um desfecho da ação criminal. O acusado pode ir a júri popular.
 
Ontem, a reportagem do Comércio da Franca procurou a advogada de Cairo, Abadia Neves Bereta. Ela disse que ainda não teve conhecimento dos processos e, por isso, não se pronunciaria a respeito.
 
O caso
Na madrugada de 31 de outubro de 2015, dia do aniversário de Carolina, Cairo perdeu o controle do carro, invadiu o canteiro central da Paulo VI e bateu em uma placa de publicidade e em uma árvore. Com o impacto, as três garotas morreram. Um estudante, hoje com 19 anos, que também estava no carro, sofreu ferimentos leves. 


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