24 de agosto de 2019

Franca

Retirada de moradores de rua do Centro vira confusão

A Prefeitura retomou na manhã desta quinta-feira a operação conjunta para desocupar ruas.

Franca 13/09/2018 - Repórter: Priscilla Sales
Foto de: Dirceu Garcia/Comércio da Franca
Moradora de rua recolhe pertences em frente a agência bancária no Centro
A Prefeitura retomou na manhã desta quinta-feira a operação conjunta para desocupar ruas, praças e imóveis públicos que estão ocupados por moradores de rua. Hoje a ação foi na Catedral Nossa Senhora da Conceição, no Centro. 
 
Há meses, a lateral da igreja virou moradia para um grupo de oito moradores de rua. Eles construíram pequenos barracos improvisados com palpelões e cobertores. Por volta das 9 horas, a equipe formada por servidores das Secretarias de Serviço, Ação Social e Saúde começou a limpeza. Os moradores que estavam na catedral decidiram então levar seus pertences e papelões para a marquise de um imóvel desocupado do outro lado da rua. 
 
A lateral da igreja foi limpa. Foram retirados os restos de comida apodrecida, muita sujeira e feita a lavagem do local com jatos de água. Os moradores de rua acompanharam tudo o outro lado da rua. 
 
O secretário municipal de Ação Social, Vanderlei Tristão, decidiu oferecer ajuda aos moradores. Acompanhado do coordenador de Ação Social, Ronaldo Rogério, foi tentar conversar. Mas os moradores ficaram agressivos. Irritados de terem de retirar seus pertences da igreja, o grupo resolveu tomar satisfações gritando e ameaçando agredir os servidores. 
 
Foi quando uma viatura da Polícia Militar passou pelo local e viu a confusão. Os policiais desceram e tiveram de intervir para conter os ânimos. Não foi preciso usar a força física. Com a chegada da Polícia, os moradores de rua aceitaram deixar o local e levar seus pertences. “Dos seis que estavam aqui, apenas um aceitou nossa ajuda. Ele é trabalhador da construção civil, foi dispensado e não tinha para onde ir. Agora o encaminhamos para a Casa de Passagem para que ele possa receber assistência e tentar encontrar um novo emprego e se reestabelecer”, disse Vanderlei. Os demais se recusaram a ir para o Abrigo Provisório e também não quiseram buscar tratamento para o vício em drogas.
 
A previsão era de que a operação se estendesse também para a Praça Nossa Senhora da Conceição e para a Praça Dom Pedro (Praça do Itaú), mas acabou sendo encerrada e deve ser retomada em uma data ainda não definida.


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