24 de agosto de 2019

Franca

Órgãos de vítima do trânsito de Franca vão salvar 4 vidas

Pulmões, rins e fígado de um jovem de 20 anos, que teve morte cerebral, foram captados ontem.

Franca 14/09/2018 -
Órg~]aos captados em Franca foram transportados para São Paulo, Ribeirão Preto e Sorocaba
Pulmões, rins e fígado de um jovem de 20 anos, que teve morte cerebral constatada na Santa Casa de Franca, foram captados na manhã dessa quinta-feira, 13, pela Comissão de Transplantes do hospital. Os procedimentos foram realizados em conjunto com o Hospital Albert Einstein de São Paulo, Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e Hospital Unimed de Sorocaba. O ato da família da vítima representa enorme esperança na vida de pacientes que buscam uma chance para sobreviver.
 
Uma equipe com seis profissionais, especializados em transplante pulmonar, de rins e fígado, realizou a captação em Franca. Apesar de a identidade do doador não ser revelada, foi informado que trata-se de um jovem de 20 anos, do sexo masculino, com órgãos saudáveis, que teve a morte encefálica constatada na última quarta-feira, em decorrência de politrauma sofrido em função de um atropelamento.
 
“Geralmente esse perfil tem órgãos de boa qualidade. Nós temos muitos pacientes que morrem na fila de espera por um pulmão, por exemplo, pois é um órgão raro de se conseguir captar”, disse Oswaldo Borges, cirurgião torácico responsável por transplante pulmonar no Hospital Albert Einstein.
 
Os órgãos doados foram os dois pulmões, que foram para São Paulo; os dois rins, para Ribeirão Preto; e o fígado, para Sorocaba. Não foi possível captar o coração, pois o doador sofreu uma parada cardíaca, inviabilizando a doação. 
 
“A captação foi um sucesso. Temos um paciente jovem, em estado grave, com complicações pulmonares, que está com prioridade na doação, aguardando em São Paulo o órgão. No mínimo, quatro pessoas terão suas vidas salvas por essa doação”, ressaltou Borges. 
 
Após a captação, a equipe começou uma corrida contra o tempo para poder implantar os órgãos nos pacientes que aguardavam a doação.
 
“Precisamos ser rápidos, temos de cinco a seis horas até concluirmos o implante pulmonar no nosso paciente receptor. Finalizado o procedimento de captação, pegamos um voo fretado em um jato que sai daqui de Franca e vai direto para o aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Lá vai ter um helicóptero Águia, da Policia Militar, nos esperando para levar direto para o heliponto do Hospital Albert Einstein”, disse o cirurgião, antes de deixar Franca.
 
Decisão importante
A Comissão de Transplantes da Santa Casa atua com uma equipe multiprofissional, composta por médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, fisioterapeutas, entre outros. A Comissão busca oferecer apoio humano à família, durante o processo de identificação e notificação do óbito, e informar detalhes que envolvem a autorização para a doação.
 
“Esse é um assunto muito delicado, mas é muito importante as pessoas exporem a vontade de doar e tratar esse tipo de assunto em casa, para que, quando aconteça esse tipo de situação, a família acate a decisão de doar. Uma vez que o doador tem essa vontade, a decisão fica mais fácil para a família”, orientou Borges.


COMENTÁRIOS

A responsabilidade pelos comentários é exclusiva dos respectivos autores. Por isso, os leitores e usuários desse canal encontram-se sujeitos às condições de uso do portal de internet do Portal GCN e se comprometem a respeitar o Código de Conduta On-line do GCN.

Ainda não é assinante?

Clique aqui para fazer a assinatura e liberar os comentários no site.

VER MAIS