27 de junho de 2019

Opinião

Dinheiro jogado fora

Ter recursos financeiros para torrar em uma campanha eleitoral não garante vitória a ninguém. Dinheiro sempre é bem-vindo

Opinião 22/11/2018 -
Ter recursos financeiros para torrar em uma campanha eleitoral não garante vitória a ninguém. Dinheiro sempre é bem-vindo e necessário para pagar as contas, mas trabalho prestado, planejamento bem-feito, carisma e conteúdo é o que fazem a diferença. A disputa para deputado em Franca foi a prova de que muitos candidatos jogaram dinheiro fora. Com base nas prestações de contas feita ao TSE, o voto do ex-jogador de basquete Chuí (PRB) foi o que custou mais caro. Outro exemplo negativo de custo-benefício foi o de Gilsinho (PRB).
Chuí declarou despesa de R$ 283.715. Ele recebeu 7.469 votos, ou seja, cada voto recebido custou R$ 38. A despesa de Gilsinho foi R$ 421.300 para um total de 16.112 votos. Cada voto custou R$ 26,14.
Cada voto de Alexandre Ferreira (SD) custou R$ 15,43. Ele teve despesa de R$ 199.249, que resultou em 12.908 votos. Adérmis Marini (PSDB) investiu R$ 12,91 em cada voto recebido. Foram R$ 519.950 de despesa e 40. 274 votos nas urnas. Como se sabe, todos perderam.
 
Black friday: Roberto Engler (PSB) e Graciela Ambrósio (PR) foram os que mais gastaram na campanha, mas o investimento valeu a pena. O deputado teve despesa de R$ 747.815 e 69.969 votos, R$ 10,68 por cada votinho recebido. Cada voto de Graciela custou R$ 9,50. A delegada gastou R$ 599.350, mas recebeu 63.089 votos. Ambos foram eleitos.  
 
Pechincha: O voto de Delegado Davi (PR) também custou baratinho, apenas R$ 5,16. Candidato a deputado federal, ele teve despesa de R$ 99.777 e recebeu 19.318 votos. A economia não valeu nada.
 
Capital: Durante sua passagem pela Câmara Federal, Adérmis Marini apresentou 16 projetos de lei. A primeira proposta, que confere a Franca o título de Capital Nacional do Basquete, está pronta para ser votada.
 
‘Bença’, mãe:  Chamada de “mãe” pelo ex-vereador Laercinho, a deputada eleita, Graciela Ambrósio, deve abraçar novos “filhos” em seu partido, o PR. Pelo menos três atuais vereadores estariam apenas aguardando a abertura da janela de transferência partidária para trocarem os dados da “certidão de nascimento”.
 
Chega de feriado: Cansei de coisas rápidas e passageiras. Agora quero algo sério e duradouro. Que venham as férias.
 
Buracolândia: Já que terminaram as férias na Prefeitura, Gilson de Souza (DEM) poderia começar a tapar os buracos das ruas...
 
Edson Arantes
Jornalista
edson@comerciodafranca.com.br


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