06/12/2018 - Reportagem de Caíque Araújo

Cemitério sepulta homem em cova errada e revolta

Print de vídeo que mostra a confusão que revoltou família no último domingo

Uma história de descaso chamou atenção e gerou bastante revolta em uma família moradora do Jardim Cambuí, na tarde do último domingo, 2, no Cemitério Santo Agostinho. Funcionários do cemitério teriam enterrado um corpo no mesmo local onde uma idosa seria enterrada.Uma aposentada, de 58 anos, ao chegar para enterrar sua mãe, uma idosa de 85 anos que havia falecido na madrugada, se deparou com outra pessoa enterrada no túmulo.O caso gerou revolta nos familiares, que foram até os funcionários para reclamar que havia outra pessoa no local.“Quando cheguei e vi que já havia alguém enterrado, pensei que já tinham sepultado minha mãe sem minha presença. Porém, uma das minhas filhas me informou que o corpo dela ainda estava na funerária e que a pessoa enterrada seria outra”, disse a aposentada.A aposentada disse que paga o túmulo há 18 anos e possui todos os documentos que comprovam que a cova era de propriedade dela.Segundo a mulher, ao perceber que havia sido enterrado a pessoa errada no local, um dos coveiros disse que iria “corrigir o erro” desenterrando o corpo para colocar o corpo da idosa. Ele teria dito que era só “tirar” e que é difícil saber os locais porque “tem muito defunto”.Os funcionários alegavam que foi a família do enterro anterior que informou que o local seria aquele. “O coveiro me disse que para consertar o erro era só desenterrar o corpo dali e colocar o da minha mãe. Ele disse isso como se fossem objetos, jogando a culpa nos parentes da outra pessoa falecida”, afirmou a mulher.Porém, os familiares da idosa ficaram revoltados e não autorizaram desenterrar o corpo que já estava no túmulo sem a autorização dos familiares. O corpo seria de um homem que foi velado e enterrado horas antes do acontecido.“Nós não deixamos eles desenterrarem. Pedimos para que os funcionários do cemitério ligassem para a família para autorizarem. Mas eles só nos passaram o telefone e nós mesmos tivemos que ligar”.A família do homem enterrado chegou no cemitério e autorizou a retirada do corpo. Eles informaram que não sabiam onde ele seria enterrado e foram guiados pelos funcionários do cemitério. O corpo foi transferido para outro local.O Cemitério Santo Agostinho, informou que recebeu a informação que seriam cinco sepultamentos no dia e que não foi avisado que chegaria um sexto corpo. “O que aconteceu foi um erro de comunicação. A informação era de que seriam apenas cinco sepultamentos. Ao chegar o corpo do homem que, na teoria, seria o quinto, os coveiros imaginaram que seria no túmulo da idosa, motivo que causou a confusão. A funerária que fez o sepultamento do homem não nos avisou sobre o enterro dele”, afirmou a gestora do cemitério, Adilce Ferreira.A Funerária São Francisco que fez os trabalhos de sepultamento do corpo do homem informou que o cemitério liga nas funerárias para saber quantos sepultamentos acontecerão no dia e que uma autorização junto com a certidão de óbito é levada pelos agentes na hora do enterro.Segundo a gestora do cemitério, o documento não informa o local onde o corpo será enterrado. Ela também disse que, apenas nos finais de semana, o cemitério pede para que as funerárias liguem informando quantos sepultamentos vão acontecer no dia.A aposentada, filha da idosa, informou que o enterro estava marcado para as 16h30 e que foi logo cedo, por volta das 7h, horas para levar a documentação necessária para confirmar o local exato do enterro.“O que aconteceu foi um descaso e desrespeito com o ser humano. Em um momento tão difícil como esse nós procuramos fazer com que tudo ocorresse sem nenhum problema. Fomos até o cemitério com a documentação necessária e de nada adiantou”, disse.

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