25 de agosto de 2019

Franca

Valor médio da Cesta básica em Franca teve alta de 4%

Greve dos caminhoneiros, que prejudicou abastecimento no ano passado, contribuiu para aumento no preço.

Franca 20/01/2019 - Repórter: Carolina Ribeiro
Foto de: Dirceu Garcia/Comércio da Franca
Cebola e tomate estão entre os produtos que sofreram maior variação em 2018 devido à greve dos caminhoneiros

O valor médio da cesta básica em Franca subiu 4,01% em 2018. Em alguns casos, como no da cebola, a variação do preço durante o ano chegou a 74,59%. Os dados, do Instituto de Economia da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), apontam que o tomate, o leite longa vida, a costela bovina e os iogurtes, além da própria cebola, são os produtos que apresentaram maior variação positiva no acumulado dos últimos 12 meses. Em contrapartida, a cenoura, alface, banana-prata, couve e o filé mignon tiveram variações negativas.

A greve dos caminhoneiros foi um dos motivos determinantes para as grandes variações em alguns produtos. Na época, quando houve desabastecimento generalizado nos mercados, por exemplo, foi registrado grande descarte de leite por parte das empresas de laticínios, sendo que o caso se complicou ainda mais devido à estiagem constatada em meados de 2018, o que contribuiu para o aumento no valor do produto e seus derivados, como iogurtes, queijos, etc.

Já entre as quedas, verduras e legumes não sofreram tanto os impactos da greve e também não sofrem em demasia os impactos da estiagem. O destaque é para a queda no preço do filé mignon, considerada uma tentativa de buscar mercado consumidor em cenário de recuperação de crise.

“No ano passado, o preço dos itens da cesta básica ficou estagnado, com leve variação em alguns produtos na época da greve dos caminhoneiros. Neste setor dependemos da lei da oferta e procura, por exemplo, a expectativa para este mês de janeiro é um leve aumento no arroz devido a problemas na produção no Rio Grande do Sul”, explicou Ricardo Patrocínio, um dos donos da rede francana de supermercados e varejão Irmãos Patrocínio.

“Se as expectativas de crescimento do emprego se concretizarem, em 2019, a tendência é de que haja um aumento de preços. É uma regulação normal de mercado: se temos mais consumidores à procura de produtos, maiores serão os preços. Mas esta não é uma perspectiva ruim, já que significa o crescimento do poder de compra das famílias”, explicou o economista Adnan Jebailey, do Instituto de Economia da Acif.



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