25 de agosto de 2019

Franca

Delegacia de Franca esclarece diferentes crimes cibernéticos EFICAZ Atuando desde janeiro de 2018, setor especial da Dig tem profissionais especialmen

Atuando desde janeiro de 2018, setor especial da Dig tem profissionais especialmente treinados para esse tipo de investigação

Franca 10/02/2019 - Repórter: Caíque Araújo
Foto de: William Borges/Comércio da Franca
"Hoje conseguimos identificar criminosos que usam a internet para agir", disse Márcio Murari

Com o avanço da tecnologia e a intensa participação da comunidade em redes sociais e internet, cada vez mais as pessoas se utilizam da plataforma para envio de fotos, relacionamentos e para realizar compras e vendas. Porém é preciso ficar atento, pois alguns descuidos podem fazer com que o internauta se torne alvo fácil de criminosos virtuais.

Com o aumento de denúncias de crimes virtuais, a sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) criou, em janeiro do ano passado, um setor que investiga esse tipo de crime. Dois policiais da DIG receberam treinamento especializado na Academia de Polícia Civil em São Paulo para realizar a atividade. O setor é composto por três pessoas. Segundo o delegado Márcio Murari, responsável pela DIG, os casos investigados são os mais complexos, como o caso do prefeito de Restinga, Amarildo Nascimento, que teve uma conta criada no Facebook com fotos suas onde tinha sua imagem difamada. Ele foi até a DIG e fez a denúncia. A partir de então, foi dado início a uma investigação detalhada e técnica, até que o criador da conta foi identificado, através do setor de crimes cibernéticos. Ele foi intimado e acabou confessando o crime. Segundo a polícia, o autor responderá por calúnia e difamação e fica sujeito a pena de detenção e multa.

“O setor é composto por dois investigadores e um escrivão de polícia, por isso estamos priorizando casos mais complexos. Investigamos também um caso de um pedófilo que, através do Facebook, aliciava crianças com idade de 5 a 10 anos. O setor também dá apoio a DDM (Delegacia da Defesa da Mulher) em casos de ameaças contra mulheres quando são usados as redes sociais. Além de vários golpes de estelionatos”, disse.

Foto íntima
Na última semana, a cantora Luísa Sonza foi alvo de um crime. Ela enviou uma foto íntima sua para seu marido, Whindersson Nunes, e, logo após, foi publicada sem seu consentimento no seu Instagram, que tem mais de 10 milhões de seguidores. Nesse caso, o autor não foi identificado. Em Franca, os investigadores da DIG solucionaram um caso parecido, em que uma mulher teve fotos suas inseridas em sites pornográficos. “Hoje, com a tecnologia disponível, conseguimos identificar autores de uma gama de crimes que se utilizam da internet para agir. No ano passado, uma mulher teve fotos intimas suas colocadas em um site de pornografia. O setor identificou o responsável que está respondendo criminalmente”, disse o delegado Márcio Murari.

Segundo a lei 13.718, de setembro de 2018, é crime ‘oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outro registro audiovisual que contenha cena de sexo, nudez ou pornografia, sem o consentimento da vítima. A prática desses atos pode condenar o autor de um a cinco anos de prisão.



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