24/02/2019 - Reportagem de Sônia Machiavelli

Frigideira de bacalhau

Foto de: Dirceu Garcia/Comércio da Franca

Abará, mocotó, acaçá, acarajé, bobó, caruru, passarinha, beiju, farofa, fritada, cabidela, maniçoba, petitinga, quiabada, mugunzá, sarrabulho, mariscada, caranguejo, sururu, zembê, moquecas de tudo-quanto-há: peixe, camarão, aratu, maturi, mapé, siri mole, banana-da-terra. Estes são alguns dos pratos listados em qualquer livro de culinária baiana, e os mais conhecidos na região do Recôncavo baiano. A origem deles é claramente africana e as receitas são curiosamente preparadas de duas maneiras levemente diferentes e em dois lugares bem distintos. Uma, mais simples, sem excesso de condimentos, nos terreiros de candomblé, para os pratos serem oferecidos aos orixás; outra, mais elaborada , com bastante tempero – coentro, gengibre, dendê, pimenta, leite de coco - para consumo nas casas e restaurantes. Tem lugar cativo no tabuleiro das baianas que rodam pelos pontos turísticos. Ao saborear essas iguarias os turistas pensam que estão passando pela experiência gustativa de toda a população do Estado. Não é verdade; elas não representam nem 30% do que o povo come regularmente no seu cotidiano, dizem as pesquisas.

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