27 de junho de 2019

Franca

Falsa ameaça leva faculdades a suspenderem aulas

Temendo ataque como aconteceu em Suzano, as unidades não funcionaram.

Franca 23/03/2019 - Repórter: Caíque Araújo
Foto de: Dirceu Garcia/Comércio da Franca
Policiais na porta do Uni-Facef na manhã de ontem; no destaque, o print da conversa do Facebook

A divulgação de um print de uma conversa pelo Facebook indicando um suposto ataque ao “Brejão” fez com que a Faculdade de Direito de Franca e o Unifacef suspendessem as atividades das faculdades na última sexta-feira, 22. Porém, após investigações da polícia e esclarecimento do caso, foi comprovado que a ameaça não aconteceu em Franca e, sim, em uma escola na cidade de Morrinhos-GO, que também é conhecida como “Brejão”.

“Eu e meus amigos ta planejando um ataque la viu e o bixo vai pegar amanha”, diz o texto divulgado. Por conta da suspeita, as duas unidades comunicaram os alunos pela internet, ainda na madrugada, sobre a suspensão das aulas. “Por determinação da reitoria, as aulas e as atividades administrativas de 22 de março de 2019, estão suspensas por motivo de segurança de estudantes, professores, funcionários e demais pessoas que frequentam regularmente o Uni-Facef”, diz o comunicado. A FDF também se pronunciou. “Por determinação da Direção, as aulas de hoje estão suspensas por motivos de segurança.”

Durante o programa Show da Manhã, da rádio Difusora, na última sexta-feira, o reitor da UniFacef, Alfredo José Machado Neto, comentou sobre a suspensão das aulas. Ele esclareceu que a ameaça de ataque foi interceptada na Faculdade de Direito ainda na madrugada. Após acionarem as autoridades policiais, foi decidido pela suspensão das atividades. “Hoje pela madrugada, recebi uma ligação do diretor da Faculdade de Direito de que eles interceptaram um áudio dizendo que estavam planejando ataques. A FDF resolveu suspender. Pode ser um boato, pode ser um trote, mas recentemente tivemos um ataque em Suzano. Fiz uma reunião com a reitoria e decidimos acompanhar a FDF na suspensão das aulas”, disse o reitor.

Após a denúncia, a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) deu início nas investigações para apurar ameaças. Os investigadores agiram rápido e no final da manhã haviam esclarecido o caso. Segundo as informações da polícia, a mensagem se referia a uma faculdade de Morrinhos- GO. Um aluno da Unifacef, morador do município de Guará, teria recebido o print de um amigo e, preocupado, repassou aos amigos estudantes da Faculdade de Direito de Franca.

Os investigadores chegaram até o aluno da cidade de Guará que, ao ser questionado, alegou que tinha recebido a imagem de um outro amigo que não seria da faculdade e que teria visto a informação no Facebook e, acreditando que o nome “Brejão” poderia se tratar da FDF, com a intenção de alertar, resolveu passar para os amigos que são alunos da faculdade. A mensagem acabou se espalhando, causando suspensão das atividades das instituições de ensino. Foi após o contato com o estudante da cidade de Guará, que o setor de investigações de crimes cibernéticos da DIG descobriu que a ameaça, na verdade, teria acontecido na cidade de Morrinhos-GO, no início da semana.

O delegado responsável pela DIG, Dr. Márcio Murari, explicou que uma infeliz coincidência relacionada ao nome “Brejão” fez com que o aluno imaginasse que seria na faculdade em Franca. “Fizemos contato com a coordenadora da escola contra a qual teria acontecido essa suposta ameaça. Na Escola Estadual “Sílvio Gomes de Melo Filho”, que também é conhecida na cidade como ‘Brejão’ e, em contato com a coordenadora, ela confirmou que o texto que foi repassado em Franca, de fato circulou no começo da semana”, disse o delegado. Na cidade de Morrinhos-GO, a polícia já está tomando todas as medidas necessárias em relação ao autor das mensagens.

Diante da ocorrência, o delegado destacou a importância de procurar as autoridades antes de repassar uma informação de tamanha gravidade como essa. “O mais importante é a questão da internet. Com tudo o que circula por lá é preciso ter cuidado. Se em vez de disseminar essa informação para os colegas, o aluno tivesse procurado as autoridades, talvez não teria havido esse transtorno”, disse.

A Polícia Militar e o GOE (Grupo de Operações Especiais), estiveram pela manhã nas unidades da Uni-Facef, FDF e também na Unifran (que manteve as atividades normais) para deixar os locais em segurança enquanto o caso não fosse esclarecido.



COMENTÁRIOS

A responsabilidade pelos comentários é exclusiva dos respectivos autores. Por isso, os leitores e usuários desse canal encontram-se sujeitos às condições de uso do portal de internet do Portal GCN e se comprometem a respeitar o Código de Conduta On-line do GCN.

Ainda não é assinante?

Clique aqui para fazer a assinatura e liberar os comentários no site.

VER MAIS