20 de julho de 2019

Opinião

A polícia pede socorro

Opinião 12/05/2019 -

Bandeira relevante para vereadores, prefeitos e deputados levantarem agora e não somente durante a campanha eleitoral. A Polícia Civil está sofrendo com a defasagem de pessoal e precisa urgente de apoio político. O efetivo atual está abaixo da metade do que era há 20 anos. O crime cresce e a quantidade de policiais não para de cair.

Faltam escrivães, investigadores e delegados. A falta de gente compromete o esclarecimento de crimes e dificulta prisões. Enquanto os políticos seguem em silêncio, a Polícia Civil é obrigada a tomar medidas drásticas. As delegacias das cidades da região não registram mais ocorrências à noite, pois faltam policiais para atender. As vítimas têm que se dirigir para o plantão em Franca.

Em Franca, a situação não é menos grave. O comando da Polícia Civil avalia a possibilidade de fechar os cinco distritos policiais existentes nos bairros e juntar todas as delegacias em um mesmo endereço, possivelmente, no antigo prédio do Fórum. A DIG, que investiga crimes de autoria desconhecida como roubos e assassinatos, e a Dise, que combate o tráfico de drogas, devem ser unificadas.

O objetivo da mudança é suprir a carência de pessoal e tentar atender à demanda. Hoje, cada delegacia tem sua própria equipe que trabalha na área delimitada do distrito. Com o novo formato, a delegacia central teria uma equipe única que atenderia as regiões e setores conforme a necessidade. Em tese, os policiais que fazem serviços administrativos nas delegacias seriam deslocados para ajudar as equipes de rua.

Se por um lado a medida miniminiza as dificuldades da polícia, por outro, vai causar transtornos às vítimas da criminalidade, que terão que percorrer longas distâncias para prestar queixa. A pressão política junto ao governador para o Estado mandar mais policiais para a região é a melhor alternativa para mudar este quadro.

Incomensurável: O Observatório Social pediu à Prefeitura a apresentação de relatórios das viagens realizadas por Gilson de Souza e de documentos que demonstrem e justifiquem as despesas pagas com recursos públicos desde o começo do mandato. Assim que retornar para Franca, Gilson começará a responder. A contagem deve ficar pronta em 2030.

Dom Diógenes x Gandhi: Sinto um cheiro de polêmica no ar. Deu entrada na Câmara projeto de lei apresentado pelo vereador Kaká (PSDB) e que denomina Dom Diógenes Silva Matthes o centro de esportes do Jardim Petráglia. Mas, para a homenagem ser feita, será preciso revogar lei em vigor desde setembro de 2003, apresentada pelo então vereador José Carlos Gomes, e que batizou o mesmo local de Mahatma Gandhi.

Paixão por São Paulo: Levantamento realizado pelo site Franca Transparente, iniciativa popular de controle social da administração pública, mostra que Gilson realizou 38 viagens em 2018. O destino preferido é São Paulo, com 30 deslocamentos no período. Toda as semanas, o prefeito pega a Anhanguera. A soma das ausências de Gilson na Prefeitura totalizou 72 dias. 2018 teve 252 dias úteis.

Pescaria e futebol: O atuante (e polêmico) promotor de Justiça Fernando de Andrade Martins tirou o paletó e afrouxou o nó da gravata. Ele se aposentou na quinta-feira, 9. Terá mais tempo livre para pescar e sofrer com os jogos do São Paulo.Congestionamento: A Prefeitura vai pagar R$ 27,2 mil para uma empresa realizar estudos para apontar alternativas que melhorem o trânsito na rotatória da Champagnat com Alonso y Alonso. O custo da obra são outros quinhentos.

Inimigos íntimos: As lideranças nacionais do PSDB e do DEM estão analisando a possibilidade de uma fusão entre os dois partidos. Torço para que dê certo. Será emocionante ver Adermis Marini e Gilson de Souza dividir o mesmo palanque.

Edson Arantes

Jornalista
edson@comerciodafranca.com.br


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