17 de julho de 2019

Franca

'Estadão' denuncia que Joana D'Arc tem diploma falso

A cientista francana está sendo acusada de ter apresentado diploma falso da Universidade de Harvard.

Franca 14/05/2019 -
Joana D’Arc Félix de Sousa respondeu a acusação do jornal em seu perfil nas redes sociais

A cientista e professora francana Joana D’Arc Félix de Sousa, de 55 anos, está sendo acusada pelo jornal ”Estadão” de ter apresentado diploma falso da Universidade de Harvard para tentar provar que fez pós-graduação na instituição internacional, a mais famosa do mundo. A denúncia foi publicada na noite desta terça-feira, dia 14. A vida pessoal – de superação da pobreza e do racismo - e a trajetória profissional de Joana está pautada para virar filme produzido pela Globo Filmes. Inicialmente, a atriz Taís Araújo estava escalada para protagonizar a trama.

A matéria assinada pelos repórteres Felipe Resk e Renata Cafardo relata que “a reportagem pediu documentos que demonstrassem o trabalho que havia sido feito nos Estados Unidos. Ela enviou um diploma, datado de 1999, com o brasão de Harvard, o nome dela e titulação de “Postdoctoral in Organic Chemistry”. O Estado mandou o documento para Harvard que, ao analisá-lo, informou que não emite diploma para pós-doutorado. Também alertou sobre um erro de grafia (estava escrito "oof", em vez de "of")”. A reportagem ainda aponta que a cientista não teria sido bolsista da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior). Segundo a reportagem, Joana é graduada em química, mestre e doutora pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Outro assunto levantando pela matéria apontaria contradições na entrada dela na universidade. “A data de matrícula na Unicamp, porém, contraria a narrativa da professora e mostra que Joana começou a graduação aos 19 anos, em 1983. Novamente questionada, ela admitiu que ingressou aos 18, mas sustenta que foi aprovada no vestibular com 14 anos”.

A professora, que dá aulas no Colégio Agrícola e é assessora científica da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), é a única pesquisadora a ganhar pela terceira vez o prêmio do Conselho Regional de Química do Estado de São Paulo.

O Estadão disse que procurou a cientista francana nesta semana para comentar sobre o documento e ela teria confirmado que não tem o título de pós-doutorado. “Mas eu não concluí (o pós-doutorado), eu não tenho certificado”, afirmou. "As meninas mandaram junto quando o jornalista me pediu documentos. Eu pensei: tenho que contar isso para o jornalista, mas não falei mais com ele”.

Em sua rede social, Joana se manifestou: “Boa Noite a Todos! CUIDADO COM AS INVERDADES PUBLICADAS!!! INFELIZMENTE O PRECONCEITO CONTRA NEGROS(AS) AINDA É MUITO REAL. SERÁ QUE UM NEGRO(A) NÃO PODE ESTUDAR? LOGO TENTAM DERRUBAR...”.
 



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