18 de junho de 2019

Franca

Autovias recebeu denúncia 1 minuto antes de acidente fatal

No dia 6 maio, um acidente na Rodovia Cândido Portinari tirou a vida de Osmar Mateus da Silva.

Franca 19/05/2019 - Repórter: Thais Busqueiro
Foto de: William Borges/Comércio da Franca
Motociclista morreu ao colidir com cavalo no dia 6 de maio

No dia 6 maio, um acidente na Rodovia Cândido Portinari tirou a vida de Osmar Mateus da Silva. Por volta de 20h, ele seguia de moto próximo à alça de acesso ao bairro Vila São Sebastião quando foi surpreendido por um cavalo na pista. Com o impacto do acidente, Osmar morreu na hora. O animal também não sobreviveu. Uma tragédia que podia ter sido evitada.

Segundo a assessoria de Imprensa da Autovias, concessionária responsável pelo trecho, exatamente um minuto antes do acidente, eles tinham recebido uma denúncia sobre o cavalo solto na rodovia. O caminhão próprio para remover animais de grande porte já estava a caminho, mas Osmar, infelizmente, chegou primeiro.

Encontrar animais soltos na rodovia não é tão incomum no perímetro de Franca: a Autovias alega ter registrado 28 ocorrências de recolhimento, entre janeiro e abril de 2019. A orientação é sempre denunciar pelo 0800 ou pelos “call box”, que ficam às margens da rodovia. Outra orientação é que os motoristas aumentam a atenção sempre que percorrerem trechos com sinalização de presença animal.

Mas a Autovias ressalta “É importante reforçar que a responsabilidade pelo animal, para que não circule pelas rodovias, é do proprietário. A concessionária entende a importância de mantê-los fora do trecho, para preservar também a vida dos usuários, e atende a todas as normas de proteção e sinalização no entanto, é necessária a atenção dos responsáveis pelos animais.”

Hoje, quando um animal é apreendido por denúncia, por estar solto ou abandonado, ele vai para o Canil Municipal de Franca, onde o dono pode, posteriormente, retirá-lo, pagando uma multa de R$ 347,82, somada a uma taxa de R$ 58 por dia que animal fica no local. Mas quando há um acidente, os donos não aparecem para se responsabilizar, e dificilmente são encontrados. É o caso do acidente do dia 6. Por mais que moradores da região indiquem de quem possa ser o cavalo, ainda não há provas de quem é o responsável. Se encontrado, o dono pode responder na Justiça.

Uma ideia que poderia ajudar a encontrar os donos é a microchipagem, que consiste em colocar um chip do tamanho de um grão de arroz sob a pele de cada animal. Um Projeto de Lei Complementar, proposto pelo vereador Corrêa Neves Júnior, tramita na câmara sobre a microchipagem obrigatória, ou algum outro método cientificamente comprovado, que possa identificar esses animais apreendidos, além do aumento da multa para devolução. A ideia é que o chip tenha informações pessoais do dono e também sobre a raça e datas de vacinação do bicho. Dessa forma, ficaria mais fácil encontrar os responsáveis em caso de acidentes. 



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