24 de agosto de 2019

Nossas Letras

O lúdico nosso de cada dia

Nossas Letras 09/06/2019 - Repórter: Angela Gasparetto
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Penso que devemos sempre praticar o lúdico. Aquele que vem revestido de alegria, de leveza e que cabe somente a nós escolhê-lo.

Vivemos tão automaticamente, que deixamos passar as possibilidades de experimentar singulares prazeres. Pequenas possibilidades prosaicas, mas que se as observamos bem, têm muito de sofisticadas.

Simples prazeres tais como poder degustar solitariamente sua música preferida no quarto ou no carro. Reler um livro que ama e que sabe que a acompanhará para a vida toda. Rir sozinha das mesmas piadas do seu autor preferido ou se sentir legitimada com aquele que retrata a sua alma.

Admirar a aceitação interior de um cão e agradecer pela dádiva dessa convivência.

Olhar a chuva da janela ou ouvi-la na telha nas manhãs de verão. Acordar sem pressa e poder tomar seu café admirando a orquídea recém-nascida.

Praticar um hobby novo, um ritmo diferente, um esporte nunca experimentado ou até um caminho nunca percorrido. E fazendo isso, admirar com vagar todas as nuances desse praticar novo.

Poder dirigir sem rumo, tendo como companhia apenas suas músicas preferidas e um coração em êxtase por finalmente poder ser quem é.

Devemos sim praticar o lúdico. Aquele que nos renova, nos salva e nos cura.

Quase sempre esse lúdico é o que a nossa alma almeja desde sempre; e que pode ser um sopro de vento repentino, um belo pôr do sol inesperado, uma chuva na curva da nossa alegria ancestral ou até mesmo uma meia lua à meia noite de nossas vidas. Pratique.
 



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