16 de julho de 2019

Franca

CRIME ESCLARECIDO

'Ele não quis devolver minha droga e eu tive que dar paulada nele', diz autor de crime

Cristiano de Araújo Irineu, 37 anos, foi morto com requintes de crueldade em uma construção na avenida Miguel Sabio de Mello.

Franca 18/06/2019 -
China acabou ouvido, participou da reconstituição, mas acabou liberado

Reportagem de Leandro Vaz e André Poeta


Os investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) esclareceram mais um crime contra a vida em Franca. Cristiano de Araújo Irineu, 37 anos, foi morto com requintes de crueldade em uma construção na avenida Miguel Sabio de Mello, no último dia 10 de junho. Seu corpo foi encontrado com afundamento de crânio, o rosto desfigurado e com a parte de baixo sem a calça. Funcionários do local que encontraram Cristiano já sem vida.

Após investigações da especializada, o autor foi identificado. Trata-se de Sinésio Lourenço, 39 anos, conhecido com China. O rapaz acabou confessando o crime aos investigadores e nesta terça-feira, 18, ele participou de uma reconstituição conduzida pela DIG. O motivo do crime relatado por China foi revelado. Uma pedra de crack, após ingerir bebida alcoólica e praticar sexo com a vítima. “Aconteceu por causa de briga de crack, de pinga, essa coisas. Ele não quis devolver minha droga, eu estava muito drogado e eu acabei agredindo ele. Ele tentou me agredir e eu tive que dar paulada nele. Só isso. Na cabeça”, disse em entrevista a Difusora.

O autor disse que eles foram usar drogas no interior da obra. Lá mantiveram relação sexual. “Desde o dia da morte, o investigador Paulo esteve no local. Outras diligências foram realizadas, fomos levantando informações e outras dicas foram colhidas com pessoas que frequentavam o local. E na manhã de hoje, com a suspeita que seria o China, os investigadores estiveram na residência dele e o levaram até a DIG. Lá, assim que foi indagado, ele confessou a autoria do crime”, disse Márcio Murari, responsável pela DIG. “Depois de desferir os golpes, ele arrastou o corpo para o quarto e foi embora”, disse Murari.

Segundo o delegado, China e Cristiano já se conheciam e bebiam frequentemente juntos.

China acabou ouvido, participou da reconstituição, mas acabou liberado. “Ele não será preso porque não foi pego em flagrante. Será formalmente indiciado por homicídio qualificado, e ao final do inquérito policial, nós vamos analisar um pedido de prisão”, disse Murari.
 



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