20 de julho de 2019

Opinião

O Tony chorou

Opinião 07/07/2019 -

Terça-feira, 2 de julho, 7h20. A assessoria de comunicação da Prefeitura envia nota para os jornalistas informando que o vereador Tony Hill (PSDB) é o novo líder do prefeito Gilson de Souza (DEM) na Câmara. Era dia de sessão. Logo mais, os vereadores iriam se reunir no plenário.Às 10h34, um ofício assinado por Gilson de Souza contendo a mesma informação foi protocolado na Câmara e disponibilizado no site oficial do Legislativo. O clima já era de perplexidade entre os vereadores contrários ao prefeito. “Como é possível um vereador de partido da oposição assumir a liderança do governo”? Questionavam, mesmo sabendo que Tony Hill sempre foi aliado do prefeito.O mais indignado era Adermis Marini. Ele já não havia digerido o fato de Tony não ter trabalhado para ele na campanha para deputado no ano passado. O episódio do companheiro assumir a liderança do governo foi a gota d’água.Adérmis e Tony se cruzaram nos corredores da Câmara às 13h45. Adérmis foi direto no recado. “Após a sessão, teremos uma reunião no plenarinho da Câmara”. Ao ouvir que Sidnei Rocha iria participar, Tony gelou.A reunião começou às 17 horas. Além de Sidnei, Adermis e Tony, também participaram Donizete da Farmácia, Wagner Artiaga e Reginaldo Emídio. Tony foi aconselhado a abrir mão da liderança. Sidnei disse que não era uma boa ideia Tony aceitar ser líder de um governo tão contestado.O vereador foi irredutível e afirmou que não voltaria atrás. Às 18 horas, ele já estava expulso do partido. Só Donizete votou contra. “Foi uma grande injustiça. Sempre votei com o prefeito e, agora, de uma hora para outra, eles vêm e decidem me expulsar. Foi uma expulsão sumária e desnecessária”.Expulsão de mentirinha: A expulsão de Tony Hill do PSDB tem efeito apenas simbólico. Legalmente, não tem validade. Caso decida pedir o mandato do vereador na

Justiça por infidelidade partidária, a chance de o PSDB obter êxito é próxima de zero. “A expulsão, se ocorreu formalmente, foi totalmente irregular. Para o partido expulsar alguém, é preciso que haja um processo de expulsão interno e que seja dado prazo para o contraditório e ampla defesa. Ninguém pode ser expulso sumariamente. Sem ter feito estas formalizações, o partido terá dificuldade na Justiça para ter o mandato de volta”, avaliou o advogado Denílson Carvalho, especialista em Direito Eleitoral.

É eu, bem: Que Tony Hill iria deixar o PSDB não era novidade para ninguém. Em março, contei neste espaço que Sidnei Rocha havia convidado gentilmente os vereadores Donizete da Farmácia e Tony Hill a deixarem o PSDB, pois não se envolvem com as causas do partido e são aliados de Gilson de Souza. Avalio que a expulsão foi precipitada e negativa para Adermis. Não é recomendado para quem pensa em ser prefeito sair criando inimigos. O ideal seria buscar uma saída amigável. Tony, que já provou ser bom de voto, afirmou que pode apoiar eventual candidatura de Sidnei, mas que não sobe no mesmo palanque que Adermis.

Partido à deriva: Descontentes com os rumos do PSB, Rodrigo Soró, que foi presidente do diretório municipal até o começo deste, o ex-vereador Luiz Cordeiro, e o secretário de Esporte e Cultura, Elson Boni, deixaram o partido. Vão se filiar em partidos ligados ao prefeito. O vereador Claudinei da Rocha também deve pular fora na próxima janela.

Tesoura: O ex-vereador Zezinho Cabeleireiro foi nomeado para o cargo em comissão de assessor do prefeito.

É gol: Gilson de Souza acatou sugestão da coluna e vai prestar homenagem a doutor Lancha na terça-feira, 9, dia em que o Lanchão completará 50 anos.

Novidade no Novo
O professor Heleno Paim se filiou ao Novo e pleiteou ao partido ser indicado candidato a prefeito. Deve disputar prévia interna com Flávia Lancha.

O Peru promete endurecer: O Brasil disputará hoje o título da Copa América. Obrigado Najila. 

 

Edson Arantes
Jornalista
edson@comerciodafranca.com.br


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