23 de fevereiro de 2020

Franca

QUADRILHA

Investigação do Gaeco prende policiais e vereador

Os oficiais presos durante a operação trabalhavam nas cidades de Ituverava, Guará e Rifaina

Franca 07/09/2019 - Repórter: Kaique Castro, especial para o GCN
Foto de: WhatsApp GCN
Os agentes do Gaeco realizaram cumprimento de mandatos de busca e apreensão durante a semana
Ao menos 20 denúncias culminaram na Operação QSJ, deflagrada nesta semana pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). A ação investiga um grupo suspeito de pedir dinheiro para devolver bens a vítimas de roubos, de preferência produtores rurais, e foi feita em conjunto com a corregedoria da Polícia Civil. Foram cumpridos sete mandatos de prisão e oito de busca e apreensão em cidades da região de Franca.

De acordo com as investigações do Gaeco, a quadrilha era composta por policiais civis que trabalhavam nas cidades de Ituverava, Guará e Rifaina. O esquema criminoso tinha a finalidade de obter vantagens financeiras indevidas para a restituição de bens a vítimas de roubos e furtos de animais, tratores e caminhões.

Entre os principais presos estão o delegado João Paulo de Oliveira Marques e o vereador João Batista Nogueira (PSDB), conhecido como João do Guincho. O esquema começou a ser investigado no final do ano passado, quando a polícia desmanchou uma quadrilha de jogo do bicho, chegando até um dos investigados.

A operação foi batizada de QSJ em referência à linguagem informal usada em comunicações de radiofrequência, que quer dizer “dinheiro, grana”. Em conversas de WhatsApp, é possível ver a quadrilha usando a gíria.

O esquema

As investigações apontaram que os policiais, após receberem as denúncias de roubo, investigavam o crime e localizavam os produtos roubados, devolviam os produtos para as vítimas mediante pagamento e, depois disso, dividiam o dinheiro entre eles.

Após a quebra de sigilo telefônico foi possível identificar os membros do grupo e como era feita toda a divisão da quantia arrecadada. João do Guincho foi pego por suspeita de participação no grupo. Ele é dono de uma empresa de guincho e transporte de veículos. A acusação contra João seria de que ele pagava policiais civis em troca da indicação de sua empresa.

Os presos João Paulo de Oliveira Marques, Rui Simão da Silva Filho, Moacir Luca Júnior, Eliezer Lucas da Silva, José Alberto de Castro, “Zebra” e Leandro César Ferreira Silva foram levados ao presídio da Polícia Civil em São Paulo. O vereador João do Guincho foi levado para a cadeia do Jardim Guanabara, em Franca.
 



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