07 de abril de 2020

Culinária

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Sopa fria de ervilhas

Junte ao gaspacho e ao ajo blanco espanhóis o borsh russo e a sopa de ervilhas francesa para compor seu cardápio de verão

Culinária 05/10/2019 - Repórter: Sônia Machiavelli
Foto de: Dirceu Garcia/Comércio da Franca
Junte ao gaspacho e ao ajo blanco espanhóis o borsh russo e a sopa de ervilhas francesa para compor seu cardápio de verão
O cozinheiro vive de ausências; o fogo está sempre aceso e as panelas vivem fervendo na sua imaginação”

Rubem Alves (1933-2014)
 
 
porção: 4
dificuldade: fácil
preço: econômico
 
 
Ingredientes
 30 gramas de manteiga
 1 cebola pequena picada em cubos
 5 talos de ciboulette (ou cebolinha)
 400 gramas de ervilhas frescas congeladas
 600 ml de caldo de legumes
 240 ml de creme de leite fresco
 Sal a gosto
 Pimenta-do-reino  a gosto
 
 
 
A estação do renascimento, que no hemisfério norte é bem definida, entre nós se caracteriza por  mudanças expressivas nas árvores que colorem lindamente  as ruas e avenidas da cidade. Os dias se alternam entre quentes e frescos, chove às vezes, brisas matinais trazem o perfume de coisas novas que pode ser percebido aqui e ali. Mas aos poucos os dias vão se tornando quentes e o verão se anuncia antes mesmo do calendário marcar dezembro. Para esse tempo que bate à porta, e vai levar o corpo fatalmente a pedir comidas mais leves e frescas, as sopas vão muito bem. Sopas frias, é claro, que raramente encontramos nos restaurantes, como já reclamou o chef Eric Jackin.  
 
Eu amo sopas; as quentes me aquecem e confortam nos dias frios. Diante de uma delas, não consigo deixar de pensar nas muitas considerações feitas pelo saudoso Rubem Alves sobre esse prato só aparentemente prosaico. Uma que me ficou  na memória é: “Se Deus me dissesse para escolher a comida que eu iria comer no céu, por toda a eternidade, eu não teria um segundo de hesitação: escolheria a sopa.” Assino embaixo. Outra: “As sopas são a versão culinária do surrealismo. Pois sopas se fazem negando as coisas, na sua realidade natural, bruta, e transformando-as por meio de relações insólitas que o caldo torna possíveis. O caldo da sopa é o meio mágico que junta no caldeirão aquilo que na natureza nasceu separado.” Perfeito para a sopa de legumes.
 
Acho que uma boa parte da nossa população também aprecia, pois basta os termômetros caírem um pouco para a gente ver nos supermercados consumidores comprando  aqueles pacotes de sopão industrializado. Foi assim há quinze dias, quando a bem-vinda chuva caiu e trouxe um friozinho gostoso. 
 
Esse não volta mais, só em meados do ano que vem. Mas para os dias quentes que se avizinham, que tal as sopas geladas? 
 
Vêm da Espanha muitas receitas, pois na terra de Cervantes os termômetros chegam a ultrapassar os 40 graus no verão. A mais tradicional é o gaspacho, à base de tomates e pepinos, originária  da região andaluza e conhecida internacionalmente. Outra, da mesma linha, tem berço na Estremadura e se chama ajo blanco, com amêndoas cruas, alho, azeite e vinagre de Jerez.  Já o borsh é típico de toda a Rússia, onde é servido o ano inteiro: quente no longo inverno; fria no verão curto.  Tendo como ingredientes  principais a beterraba e o caldo de carne, leva na finalização creme de leite azedo. A sopa de tomates é bem conhecida em toda a costa mediterrânea.  A vichyssoise , de batatas e caldo de carne, é outro clássico francês do verão. 
 
Ainda na série “quente é bom, mas gelada é melhor”, a sopa de abóbora com gengibre lembra um curry levinho e refrescante. O calor fica por conta da pimenta. Sem pimenta e com chantilly levemente salgado e temperado com ervas finas é a sopa de ervilhas dessa página. Pode apostar nela. É muito boa e nutritiva, sem ser calórica. 
 
Derreta a manteiga numa panela e refogue a cebola até amolecer. Junte as ervilhas, adicione o caldo de legumes e cozinhe até que os grãos fiquem macios. Retire  do fogo e coloque  no  liquidificador. Antes de tampar, vede com um guardanapo ou pano de prato para que não espirre. Bata até virar um creme. Devolva à panela, acrescente metade do creme de leite, sal, pimenta e ligue o fogo para que levante fervura novamente. Desligue, espere esfriar, e leve à geladeira por um mínimo de três horas.
 
Antes de servir,  pique a cebolinha ou a ceboulette e salpique a superfície de cada prato. Uma colherada de chantilly levemente salgado pode tornar sua receita bem diferenciada. Para isso,   antes de servir, bata a outra metade do creme do leite fresco (e bem gelado)  até o ponto de chantilly. Salpique metade da cebolinha. Distribua a sopa nos pratos e sirva imediatamente. Se achar complicado bater o chantilly, acrescente só o creme de leite batido. Assim também você vai conferir ao prato alguma magia.

Passo a passo
 
1 - Reúna os ingredientes: ervilhas, manteiga, caldo de legumes, creme de leite, cebolinha, sal, pimenta-do-reino
 
2 - Refogue na manteiga a cebola cortada em pedacinhos, junte as ervilhas e o caldo de legumes
 
3 - Assim que os grãos estiverem macios, bata no liquidificador com o caldo
 
4 - Devolva à panela,  junte o creme de leite, desligue, resfrie,  leve à geladeira
 
5 - Sirva bem fria, com o creme de leite batido e a cebolinha
 


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