19 de janeiro de 2020

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Prefeito Bruno Covas é encaminhado à UTI com sangramento no fígado

O boletim também diz que o tucano foi para a UTI para ser mantido em monitorização constante.

Brasil e Mundo 11/12/2019 - Repórter: FolhaPress
Foto de: Folha Imagem
Covas apresentou o sangramento durante procedimento para demarcação da lesão tumoral, que foi controlado por arteriografia e embolização do foco de sangramento
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), foi encaminhado à UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do hospital Sírio-Libanês nesta quarta-feira (11) após apresentar sangramento no fígado. Ele está internado no hospital desde domingo (8) para passar pela quarta sessão de quimioterapia de seu tratamento contra um câncer na região do estômago.

Segundo boletim do hospital, Covas apresentou o sangramento durante procedimento para demarcação da lesão tumoral, que foi controlado por arteriografia e embolização do foco de sangramento (procedimento minimamente invasivo). O boletim também diz que o tucano foi para a UTI para ser mantido em monitorização constante.

Na segunda-feira (9), os médicos de Covas deram entrevista coletiva em que descreveram a reação do prefeito ao tratamento desde o final de outubro como "maravilhosa" e "auspiciosa".

Há cerca de três anos, temendo sofrer um infarto antes dos 40, Covas adotou um estilo de vida saudável, passou a se alimentar de maneira regrada e a fazer atividades físicas com frequência e perdeu mais de 15 quilos. De acordo com os médicos, a nova forma física tem contribuído para o sucesso do tratamento e, também por isso, Covas está liberado para continuar a frequentar a academia.

Os médicos explicaram que o prefeito foi submetido a três exames de imagem no domingo: endoscopia, ressonância magnética e pet scan (tomografia por emissão de pósitrons).

A endoscopia mostrou que no local em que havia o tumor há um processo de fibrose e cicatrização (o que não significa que não existam mais quaisquer células cancerígenas, mas que o corpo reagiu "da melhor maneira possível", como disse o oncologista Túlio Pfiffer, e o câncer encolheu substantivamente).

A ressonância magnética e o pet scan revelaram que a metástase no fígado diminuiu, assim como os linfonodos comprometidos.

"No pet scan, vimos que a lesão hepática não só deixou de captar [açúcar, que é o contraste no exame] como diminuiu muito em volume. Embora a gente não possa dizer que todas as células tumorais estejam mortas naquele ponto, tivemos a regressão mais expressiva que se pode encontrar em um pet scan", disse o oncologista Artur Katz.

Os exames de sangue também evidenciaram a resposta positiva do corpo do prefeito. Um dos marcadores tumorais, chamado de CA 19-9, teve queda de 90% em relação ao valor medido antes do início da quimioterapia.

"O tratamento teve eficácia muito acima do que era esperado e uma tolerância também muito maior do que a esperada", completou Katz. Em fevereiro, com o fim desse ciclo quimioterápico, os médicos avaliarão se novos procedimentos serão necessários, como mais sessões de quimioterapia ou uma cirurgia.

O clima da entrevista coletiva dos médicos foi bastante diferente do que marcou a ocasião do anúncio da doença do prefeito, quando os mesmos profissionais adotaram um tom grave e apreensivo para explicar o diagnóstico e o tratamento.

Nesta segunda, além da animação nos semblantes, os médicos arriscaram adjetivos positivos e até mesmo piadas futebolísticas.

"O resultado [do tratamento] foi goleada, 4 a 0 Santos e Flamengo, 4 a 0 Bruno Covas", afirmou o infectologista David Uip, em referência à vitória do time de coração do prefeito neste domingo (8) sobre o campeão brasileiro.

Nas redes sociais, Covas escreveu que "a guerra tá longe de acabar, mas as vitórias até aqui foram animadoras."

O prefeito foi internado no dia 23 de outubro, quando se tratava de uma infecção de pele. No dia 28, ele recebeu diagnóstico de câncer localizado entre o estômago e o esôfago, com metástase no fígado.

Desde então, passou por três sessões de quimioterapia, a última delas finalizada no dia 26 de novembro. No período, Covas disse não ter sofrido com efeitos adversos como enjoo ou fraqueza. Aos secretários, tem dito em tom de brincadeira que parece que está recebendo placebo.

Covas intensificou sua agenda de reuniões no período, tendo recebido secretários no hospital com frequência. Como pretende se candidatar à reeleição em 2020, também tem participado de compromissos para organizar sua campanha.


 



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