04 de junho de 2020

Opinião

Lancha potente

O cenário político em Franca visando as eleições de outubro, que estava nebuloso à espera de uma definição de Flávia Lancha

Opinião 02/02/2020 - Repórter: Edson Arantes
Foto de: Dirceu Garcia/Comércio da Franca
O cenário político em Franca visando as eleições de outubro, que estava nebuloso à espera de uma definição de Flávia Lancha, começará a clarear após a empresária ter se filiado ao PSD.
 
Simpatizantes de Flávia, adversários, vereadores e candidatos acompanhavam ansiosos o desfecho da novela. Dona de 29 mil votos nas eleições de 2016, simpática e com bala na agulha para organizar uma campanha sem depender de ninguém, é inegável que a empresária será uma das protagonistas da próxima disputa.
 
Saber para onde Flávia iria era a pergunta feita com mais frequência nos bastidores políticos desde que ela deixou o Novo em outubro. Convidada pelo PSB, PTB, Republicanos, PTB e Podemos, optou pelo PSD, depois de uma discreta e bem sucedida articulação conduzida pelo presidente municipal do partido, Corrêa Neves Jr.  Foi dele a iniciativa de sondar Flávia, depois mostrar sua relevância para a direção estadual e, por fim, aproximá-la de Kassab.
 
Flávia havia decidido rumar para o PSD no princípio de dezembro, quando ouviu de Gilberto Kassab, presidente nacional do partido, que teria total autonomia para conduzir sua campanha e montar a estrutura necessária para disputar as eleições.
 
Em 2016, o PSD foi o terceiro partido que mais elegeu prefeitos no País, ficando atrás somente do MDB e PSDB. Kassab tem a ambiciosa meta de fazer o maior número de prefeitos este ano. Deverá rivalizar nacionalmente pela primeira posição com o PSDB, disputa que irá acontecer na cidade entre Flávia e Adermis.
 
Franca é local estratégico neste plano nacional do PSD. Não foi por acaso que Kassab veio à cidade quarta-feira para a solenidade de filiação da empresária. Reservou tempo na agenda para pernoitar aqui e comparecer a um jantar que reuniu lideranças da cidade. O partido está planejando a campanha e investirá pesado para que Flávia possa deslanchar.

Explosivo
O empresário João Rocha deverá assumir a presidência do diretório municipal do PSL. A direção do partido foi esvaziada com a debandada ocorrido no final de 2019 quando Jair Bolsonaro deixou a legenda. Rocha, que foi vice-prefeito na gestão de Maurício Sandoval de 1989 e 19992, cogita a possibilidade de disputar as eleições para prefeito. Em 2016, ele chegou a anunciar que iria se candidatar ao cargo pelo PDT, mas abriu mão e formou dobradinha com Flávia Lancha. Rocha não tem papas na língua e vai incendiar a campanha.
 
Opção de esquerda
O PT disputará a Prefeitura e abriu prazo até o próximo dia 8 para o registro de pré-candidaturas. Três postulantes já se inscreveram: O ex-prefeito de Patrocínio Paulista, Marcos Ferreira, e os professores Marcial Inácio e Rafael Bruxelas. Possível que surja um quarto nome. Caso não haja consenso, uma prévia interna vai escolher o candidato.

Até que enfim
Aparentemente sem outra medida mais urgente para anunciar, o prefeito Gilson de Souza baixou relevante decreto durante a semana que impactará a vida de todos os cidadãos: a partir de agora, a ordem para os guardas civis retirarem e vestirem a gândola será dada pela inspetoria, subinspetoria ou comandante da Guarda Civil. Atenção: a ordem será transmitida pela Central de Atendimento.

Fim das férias
Os vereadores vão realizar a primeira sessão do ano nesta terça-feira, 4. Por conta do desabamento do teto, o plenário da Câmara segue interditado a reunião terá que ser realizada Teatro “Judas Iscariotes”. Não será encenação. A pauta tem dois abacaxis para os vereadores descascarem: o projeto que proíbe a venda e soltura de artefatos ruidosos e o que autoriza a Prefeitura fazer empréstimo de R$ 10 milhões para tirar a cidade do buraco. 
 
Indesculpável
Minha solidariedade à família de Lucimar Barbosa, de 52, que morreu após cair com a moto em buraco na Rua Angélica Gomes Faleiros. Denúncia feita pelo site Franca Transparente revela que o serviço “Tap Zap” da Prefeitura recebeu pedido para tapar o buraco dia 14 de novembro, 40 dias antes do acidente. A morte poderia ter sido evitada se não fosse a omissão, negligência e incompetência do governo.
 

Edson Arantes
Jornalista
edson@comerciodafranca.com.br
 


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