30 de março de 2020

Brasil e Mundo

DISCURSO

Bolsonaro volta a falar em 'histeria' e critica fechamento de escolas

Durante o pronunciamento, Bolsonaro voltou a ser alvo de panelaços nesta terça-feira, 24, em ao menos nove capitais do País

Brasil e Mundo 5 dias atrás - Repórter: Agência Estado
Foto de: Agência Brasil/Divulgação
Bolsonaro volta a falar em 'histeria' e critica fechamento de escolas
Em pronunciamento em rede nacional de TV nesta terça-feira, 24, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a falar em "histeria" em torno da pandemia do novo coronavírus e criticou o fechamento de escolas, entre outras medidas adotadas por governos e municípios. O mandatário voltou ainda a citar a cloroquina, remédio que ainda não tem a eficácia contra a nova doença, a covid-19. De acordo com dados oficiais atualizados nesta terça pelo Ministério da Saúde, o Brasil contabiliza 46 mortes e 2.201 casos confirmados, um aumento de 16,4% em um dia.

"O que tínhamos que fazer naquele momento (no início das precauções) era o pânico, a histeria e, au mesmo tempo, traça a estratégia para salvar vidas e evitar o desemprego em massa", afirmou. O presidente acusou a imprensa de ir na contramão e espalhar "a sensação de pavor, tendo como grande carro-chefe o grande número de vítimas na Itália, um país com um grande número de idosos e com um clima totalmente diferente do nosso", criticou. Não existem ainda evidências científicas para suportar a teoria de que climas quentes podem ajudar a aplacar a doença.

Bolsonaro elogiou as ações do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no planejamento estratégico de esclarecimento e atendimento no Sistema Único de Saúde. Ao se usar como exemplo, o presidente disse que, caso ele contraísse o coronavírus, ele não sentiria nenhum efeito dado o seu histórico de atleta. Bolsonaro viajou com ao menos 23 pessoas que receberam diagnóstico positivo para a doença. Há duas semanas, o jornal O Estado de S. Paulo pede os resultados dos seus exames para covid-19, mas não obtém resposta.

O mandatário criticou também algumas autoridades estaduais e municipais que "devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transporte, o fechamento dos comércios e o confinamento em massa". Segundo ele, não há motivo para fechar escolas, uma vez que o grupo de risco é composto por, também, pessoas com mais de 60 anos. "São raros os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos", disse.

Durante o pronunciamento, Bolsonaro voltou a ser alvo de panelaços nesta terça-feira, 24, em ao menos nove capitais do País: São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Curitiba, Fortaleza e Porto Alegre.



COMENTÁRIOS

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  • Benedito Mário Ruan Oliveira
    5 dias atrás 1 Curtiu
    É isso ai Capitão!!!! Dia 31 nos manifestaremos em frente aos quarteis pela democracia. A mídia não cansa de gerar histeria e pânico. Dia 31 haverá milhares de brasileiros nas ruas contra o congresso, contra a mídia e contra o STF. Vamos libertar os brasileiros do geradores do caos aproveitadores. Dia 31 todos os brasileiros estarão na frente dos quartéis. Não é uma gripezinha leve que vai nos segurar!!! Acabou a mamata o MITO venceu.
  • Tiago
    5 dias atrás
    Eu concordo com o Presidente. Paralisar o país é um erro. e vamos pagar muito caro por isso.
  • Carlos
    5 dias atrás
    TRAVAMENTO ABSOLUTO DA ECONOMIA É GENOCÍDIO Obrigar o comércio e indústria a fechar as portas é leva-los a falência e desemprego, como os desempregados pagarão seus impostos, sua comida, suas dívidas, financiamentos ?. Como as mulheres farão o pré-natal, a quimioterapia, cadê exames e diagnósticos e tratamentos ?. Obrigam a lavar as mãos , mas proíbem a loja de abrir para vender canos e torneiras, cremam os bois por causa dos carrapatos, proibido fabricar ventiladores, respiradores, proíbem fabricar algodão, máscaras, luvas, transportes rodoviários e aéreo, proibido consertar as ambulâncias ou os borracheiros de trocar os pneus, proibido fabricas fósforos, usem faíscas de pedras lascadas, proibido fabricar calçados, andem descalços nas cavernas, a economia é como uma corrente, se tirar um elo....não seria mais coerente uma bomba atômica para acabar com o vírus ?
  • Maurício
    5 dias atrás
    Concordo como presidente, claro que precisamos tomar medidas para não propagar a disseminação do vírus, mas acho que essas medidas estão muito rígidas. Ao meu ver poderíamos liberar as indústrias e o comércio dessas restrições.
  • Paulo
    5 dias atrás
    Já passamos por várias epidemias e pandemias, e nunca paralisaram a economia. O que está havendo ? se o Brasil continuar paralisado, haverá demissões em massa e milhares de empresas fecharão as portas. Acordem Prefeitos e Governadores, enquanto é tempo.
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