31 de maio de 2020

Franca

PRAZO

Retorno das fábricas de sapatos pode ficar para depois da Páscoa

O prazo maior seria usado para as fábricas readequarem o plano de ação, adaptarem os parques fabris e chegarem a um consenso com o sindicato

Franca 30/03/2020 - Repórter: da Redação
Foto de:
Reunião com representantes do setor comercial
Uma nova rodada de negociações entre Prefeitura, sindicatos e Ministério Público aconteceu nesta segunda-feira para debater o retorno do funcionamento das indústrias, comércio e setor de serviços em Franca. Decreto municipal que declarou situação de emergência na cidade por causa da pandemia do coronavírus impede a abertura dos estabelecimentos, em partes ou totalmente, até o dia 7 de abril. O retorno poderia ser no dia 8, mas deve ficar para depois da Páscoa.

Na última semana, reuniões aconteceram para discutir a possibilidade de retorno às atividades, no dia 8, logo após o fim do prazo estabelecido no decreto. Mas no encontro desta segunda-feira, no Parque “Fernando Costa”, o Sindicato dos Sapateiros não aceitou o plano de ação apresentado pelo Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), e foi sugerido estender o prazo de suspensão das atividades até o dia 9 de abril, Quinta-Santa. O dia 10, Sexta-feira Santa, é feriado nacional.

O prazo maior seria usado para as fábricas readequarem o plano de ação, adaptarem os parques fabris e chegarem a um consenso com o sindicato dos trabalhadores.

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, o presidente do Sindicato dos Sapateiros, Sebastião Ronaldo, afirmou não ver “garantia de proteção aos trabalhadores na proposta que lhe foi encaminhada”.

O plano do Sindifranca é intensificar os cuidados com a higiene dos trabalhadores e reforçar a higienização de ambientes. Álcool em gel, sabonete líquido e papel toalha deverão ser disponibilizados aos funcionários para limpeza das mãos e antebraços constantemente. Da mesma forma, corredores, refeitórios e banheiros deverão ser desinfetados com produtos à base de cloro.

O sindicato patronal, então, “mostrou-se flexível a novas adequações, conforme as sugestões destacadas pelas autoridades de saúde, como redução da jornada, criação de turnos alternados, além do cuidado no distanciamento das pessoas no ambiente de trabalho”.

O promotor de Justiça Eduardo Tostes defendeu, segundo a Prefeitura, que “precisa haver entre as partes diretamente interessadas (os dois Sindicatos), um alinhamento no sentido de reduzir os danos, pois prejuízos com essa crise está havendo de todos os lados”. Todos devem voltar a se reunir nesta quinta-feira, 2, no “Fernando Costa”.

Lojas
Logo após a reunião com a indústria, representantes do setor comercial debateram com as autoridades municipais o funcionamento das lojas na cidade. A preocupação, mas uma vez, foi garantir a saúde e o emprego da população. Decretos municipal e estadual determinam o fechamento até o dia 7.

A Acif (Associação do Comércio e da Indústria de Franca) já havia apresentado um plano de ação para a reabertura das lojas. No encontro de hoje, também no Parque “Fernando Costa”, sugestões foram apresentadas. Entre elas, estão o controle de acesso e cuidados para manter o distanciamento entre as pessoas nos ambientes.

O documento com as alterações deve ser entregue nesta quarta-feira pela Acif ao Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus, para ser analisado pelas autoridades de Saúde.

Enquanto nada é decidido e a data para o retorno segue indefinida, as autoridades e especialistas em Saúde lembram que a melhor forma de combater o coronavírus é o isolamento social. Por isso, reforçam: fiquem em casa.
 



COMENTÁRIOS

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  • Wilson Silva
    31/03/2020 4 Curtiram
    Quanto mais tempo eles vão demorando pra entrar num acordo, mais sapateiros como eu e muitos outros funcionários de outras categorias vamos nos endividando cada dia mais, já vai completar 2 semanas sem ganhar nada. Queria saber como vai ficar a nossa situação , sem saber direito o dia que volta ou não a trabalhar, e a questão desses dias parados como vai ficar?
  • Evandro
    31/03/2020 1 Curtiu
    Sugiro que quem apoia o retorno ao trabalho não cumprindo a quarentena que assine um termo de compromisso que abrem mão de usar em outros os aparelhos respiração mecânica , duvido que alguém assine
  • Ricardo
    31/03/2020 3 Curtiram
    Misericórdia!!! Querem parar, querem fechar, querem isolar. E o arroz no prato? Contas disso, conta daquilo. A vida segue gente!!!
  • Claudinei
    31/03/2020 3 Curtiram
    Esse Sebastião Ronaldo quer ver o caos Pra eles interessa o caos Não está nem um pouco preocupado com a saúde do povo Sempre foram vagabundos sindicalistas Nunca prestou
  • Alexandre engane
    31/03/2020
    e o pagamento de abril quando vai ser pago se a fábrica está fechada
  • Darsio Batista
    31/03/2020
    Não vamos deixar de nos preocuparmos com a pandemia. Mas, ha outros problemas que não podem ser esquecidos e, nesse sentido eu pergunto: QUANDO É QUE VÃO TAPAR OS BURACOS NAS RUAS?
    • ALEXANDRE
      31/03/2020 2 Curtiram
      Tapar os buracos ou investir na saúde e em propostas para se retornar ao trabalho? Para você parece que a cidade só está precisando tapar buracos.
    • Darsio Batista
      01/04/2020
      Caro Alexandre, vejo que o seu português não anda nada bem. Parece-me que você deve ser eleitor do prefeito, mas sendo mais simples na fala, eu reforço que o combate ao covid19 deve ser prioridade. Todavia, prioridade significa que, um assunto deve merecer mais atenção, mas que outros não podem ser esquecidos. E, são tantos buracos que, se não forem tapados vamos assistir novamente pessoas se acidentarem e, até mesmo perderem a vida, como já ocorreu recentemente. Portanto, priorizar a saúde não implica em abandonar outras áreas para as quais o poder público deve sim assumir suas responsabilidades.
  • Emerson
    31/03/2020 3 Curtiram
    O problema não é a paralisação dos serviços e sim os empresários que não fazem sua parte para com os funcionários nesse momento difícil, o funcionário já ganha uma mixaria, nesses momentos é no mínimo bom senso o empregador arcar com ao menos uma parte do salário do mesmo sem mandá lo embora!
  • Lidiane Aparecida manhani de Oliveira
    31/03/2020 1 Curtiu
    Pelo amor de Deus , o povo trabalhador está perdido , se sai pra trabalhar pega corona se fica em.casa morre de fome, já passou d hora de arrumar um meio termo pra essa situação ; aumentar os cuidados necessários mas também voltar ao trabalho , porque afinal de contas ninguém vive de brisa
  • Adriana messias
    01/04/2020
    Sera que nao da pra mesclar trabalho versos higieni ,Empresarios vamos parar de olhar pro proprio umbigo e olhar um pouco para seus trabalhadores
  • Pobre Reclamão
    01/04/2020
    O governo vai liberar R$600, se for mãe de familia, 1200, isso paga agua, luz e comida tranquilo ainda sobra. Agora se voce é daqueles que tem umas 30 contas parceladas, seguro de carro, plano de saude, plano dentario, 3 filhos para sustentar, se nao for mais né, pq quanto mais pobre mais filhos tem, ainda quer continuar alcoólatra, tomando a cerveja de sempre. Ai fica dificil, nesse caso com isolamento ou sem isolamento voce esta fodido de qualquer jeito, o problema nao é o isolamento são suas escolhas.
  • fernando ferreira candido
    01/04/2020
    bom acho que empresarios nao tem culpa da pandemia estao apreensivos iguais a nos mesmos mesmo porque a incerteza do futuro e imensa .acho que o governo do pais tinha que tomar medidas mais justas como deposito de no minimo de 1 salario minimo em todos cpf cadastrdo nos orgaos de controle do pais ao trabalhador e pras empresas depositos direto nos cnpj que existir ativo no pais divididos nos bancos privados e do governos isso sim seria uma atitude de um governo serio porque verba pra isso o governo tem .mas nao querem fazer.
  • Marcos
    01/04/2020
    O povo fica defendendo o retorno do comercio, mas quando começar morrer um atrás do outro igual italia, espanha, nova york, ai os mesmos q agora defende o retorno vai mudar de ideia rapidinho.
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