03 de agosto de 2020

Opinião

Aprender com parábolas

O mundo ocidental convencionou autodenominar-se “cristão”. A civilização que se desenvolveu nele é inebriada de cristandade.

Opinião 19/04/2020 -
 O mundo ocidental convencionou autodenominar-se “cristão”. A civilização que se desenvolveu nele é inebriada de cristandade. A partir do nascimento de Cristo, que deu início à nova era e que ensinava mediante narrativas alegóricas, portadoras de mensagens morais que edificavam os ouvintes.

 Tais estórias se chamam “parábolas”, palavra grega que também serve para um outro conceito científico. Mas que todos conhecem – ou deveriam conhecer – pois estão entranhadas na consciência de todos aqueles que frequentaram o catecismo ou tiveram formação evangélica.

 Minha paróquia atual, Nossa Senhora do Brasil, desenvolve um curso bem interessante, que atrai a juventude tão necessitada de boas lições. Chama-se “Os segredos das parábolas de Jesus” e se desenvolve em 6 quintas-feiras.

 Na primeira, foram estudadas as parábolas da misericórdia: a ovelha perdida (Lucas, 15, 3-7), a moeda perdida (Lucas, 15, 8-10) e o filho pródigo (Lucas, 15, 11-32). Na segunda, as parábolas do Reino: a casa sobre a rocha

(Mateus, 7,24-27), o semeador (Mateus, 13, 3-9), o tesouro escondido (Mateus, 13, 44), a pérola preciosa (Mateus, 13, 45-46), os trabalhadores da vinha (Mateus, 20, 1-16), a rede (Mateus, 13, 47-50), as bodas do filho do rei (Mateus, 22, 1-14), a figueira estéril (Lucas, 13, 6-9), o grão de mostarda (Lucas, 13, 18-19), o fermento (Lucas, 13-20-21).

A terceira aula explora as parábolas sobre a brevidade das riquezas: as aves e os lírios (Lucas, 12, 22-31), o rico insensato (Lucas, 12, 16-21), o rico e Lázaro (Lucas, 16, 19-31), o perigo das riquezas (Lucas, 18, 24-27). Na quarta, vêm as parábolas da vigilância: o ladrão na noite (Lucas, 12, 39-40), o mordomo fiel (Lucas, 12, 42-48), os servos fiéis (Lucas, 12, 35-38), a figueira anuncia o verão (Mateus, 24, 32-35) e os talentos (Lucas, 19, 12-27). Na quinta sessão, estudam-se as parábolas da fé e oração: a viúva insistente (Marcos, 5, 25-34), O amigo inoportuno (Lucas, 5, 11-13), o juiz iníquo (Lucas, 18, 1-8), o pai que atende o filho (Lucas, 11, 9-13) e o fariseu e o publicano (Lucas, 18, 9-14). O último encontro é dedicado à parábola da caridade, com o conhecido relato do bom samaritano (Lucas, 10, 30-37).

Na verdade, esse curso consiste numa síntese da moral cristã, que precisa ser resgatada para o convívio entre os brasileiros, tão necessitados de misericórdia, de desapego material, avisados de que a vida é breve e é necessária muita fé e oração e ter caridade para com o próximo.

Todos ganharíamos relendo e refletindo sobre essas parábolas, num exame de consciência para aferir se elas incidem sobre o nosso dia-a-dia. Até para quem se diz ateu ou agnóstico, mal não fará perquirir sobre a conduta em relação a si mesmo, ao próximo, à natureza e ao problema inextricável da transcendência.

O mundo precisa de concórdia e harmonia, não de intolerância, maledicência, ressentimento, ódio, violência e egoísmo.

 

José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-Graduação da UNINOVE e Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – 2019-2020. 

 



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