12 de agosto de 2020

Culinária

DOCE

Torrone moreno

O torrone é uma guloseima, palavra interessante para definir iguarias que despertam nossa gula e estão associadas à infância

Culinária 26/04/2020 - Sônia Machiavelli
Foto de: Dirceu Garcia/Comércio da Franca
“Galo que não canta, tem algo na garganta”

Ditado popular espanhol

 

Ingredientes

2 xícaras (chá) de aveia em flocos finos

1 xícara (chá) de açúcar

4 colheres (sopa) bem cheias de chocolate em pó

1 xícara (chá) de amendoim, nozes ou castanhas moídas

½ xícara (chá) de uvas passas sem sementes

10  colheres (sopa) de leite

200 gramas  de manteiga sem sal

1 pacote de biscoito Cream Cracker

 

Cremona é uma das 115 pequenas cidades da Lombradia, região norte da Itália. Sofreu muito com a pandemia que tem  colocado os humanos em  aflição. Visitada por turistas de todo o mundo, vai ter de se reinventar, como tantos outros centros. Mas dois de seus  símbolos vão ajudá-la. Um, o violino, ali inventado no século 17 por Antonio Stradivari,  músico  célebre: um museu inaugurado há pouco tempo conta toda a história do instrumento musical. O outro é  item da gastronomia  que ganhou toda a Europa e depois o mundo: o  torrone, doce  que  frutas secas, mel, clara de ovos e essências naturais.Violinos e torrones fazem apelos aos sentidos, ao ouvido e ao paladar. À alma também, é claro. Quer mais?

Sacando o lance, uma agência de publicidade criou nos anos 50 belos anúncios direcionados  aos visitantes mostrando  torrone e violino  tendo ao fundo o campanário mais alto da cidade e do país, a  torre chamada Torrione. Ela pode ser vista à grande distância, sinalizando a praça Santa Maria Assunta, que começou a ser erguida no século XIII.  Tem 112 metros e é branca como o  doce, ideia supercriativa de algum cozinheiro empreendedor da época. Nas lojas de  Cremona, os torrones são vendidos em vários tamanhos- pequenos, médios, grandes e gigantescos. Ao gosto do freguês.

A propaganda poderosa solidificou uma mitologia em torno do doce que, na verdade, não nasceu ali. Suas origens mais recuadas estão em terras mediterrâneas da Sicília,  onde as amendoeiras crescem e  ao florescerem oferecem um lindo espetáculo aos olhos. Ou poderiam ainda ter sido uma elaboração de marroquinos e outros povos do Norte da África, onde produção e consumo de frutas secas é grande.

Outra  versão  confere à Espanha o lugar de  berço do torrone. Para alguns, foi no cerco à  Barcelona, durante o reinado de Felipe IV, que ele apareceu pela primeira vez e de cara conquistou paladares.  Tendo sido organizado um concurso para encontrar  alimento que não se deteriorasse rapidamente, quem ganhou o prêmio foi um confeiteiro chamado Turrons, que apresentou um doce feito de amêndoa e mel.  Seu  nome batizaria o feito  culinário

Mas o tempo modifica as receitas, sabe-se. Em geral elas vão ficando mais fáceis, econômicas, rápidas. E surgem versões diferentes, que mantêm da primeira apenas o espírito e um ingrediente básico. No caso do torrone, o que persiste é a fruta seca, que pode ser a própria amêndoa ou então  amendoim, nozes, castanhas. Vale qualquer uma ou a mistura delas. Agregam-se uvas passas e o sabor se enriquece. As modernas cream-crackers  chegam para conferir  o imprescindível crocante.  Esquecem-se as claras,  resgata-se a manteiga. Entra o chocolate e o torrone fica moreno.  E dessa mistura singular, erguem-se torrinhas gostosas de mastigar nesse outono que já pede umas  doçuras  reconfortantes.

Vamos lá?  Separe os ingredientes e  disponha-os  à sua frente. Coloque em uma panela a aveia, o açúcar e o chocolate em pó. Mexa. Junte aos poucos o leite e a manteiga misturando bem. Só então leve ao fogo alto mexendo sempre até a manteiga derreter completamente. Quando começar a ferver, abaixe o fogo, agregue o amendoim moído (ou as frutas que resolver utilizar), as uvas passas ( se fizer a opção), mexa bem  e deixe por mais três  minutos.Retire do fogo e, ainda quente, comece a montagem.

Em  um refratário raso, bem untado com manteiga,  espalhe com colher uma camada do creme de chocolate. Faça isso com capricho. Em  seguida  distribua as bolachas em camada sobre o creme.  Vá então alternando as camadas, terminando com o creme de chocolate. Cubra com papel alumínio e leve  à  geladeira por cerca de duas  horas, no mínimo. Corte em retângulos para servir. Se sobrar, guarde em pote de vidro bem fechado, onde os  torrones  durarão até uma semana.

 

Passo a passo

1.Meça os ingredientes e disponha-os à sua frente para começar

2.Prepare o creme de chocolate, junte as uvas passas e as frutas secas

3.Forre o pirex untado com uma camada de bolachas e cubra-as com o creme

4.Alterne camadas de creme de chocolate e bolachas; termine com o creme

5.Depois de duas horas de geladeira, corte em retângulos e sirva



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