03 de junho de 2020

Brasil e Mundo

MUDANÇA

Auxílio só será depositado em contas fora da Caixa a partir do dia 30

Até lá, beneficiário poderá movimentar contas digitais

Brasil e Mundo 21/05/2020 - Repórter: Agência Brasil
Foto de: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
 A segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras) só será depositada em contas fora da Caixa Econômica Federal a partir do dia 30, disse há pouco o presidente do banco, Pedro Guimarães. Segundo ele, os beneficiários receberão o dinheiro automaticamente na conta corrente fora da Caixa no período de 30 de maio a 13 de junho, conforme o mesmo cronograma de saque em espécie do segundo lote.

Guimarães explicou que, de hoje (20) até o dia 26, o auxílio está sendo depositado nas contas de poupança digital da Caixa de acordo com o mês de nascimento do beneficiário. Até o dia 29, o dinheiro poderá ser movimentado exclusivamente por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de boletos bancários, contas domésticas (água, luz, telefone e gás) e de compras em estabelecimentos parceiros.

“Foi definido que houvesse uma oferta de contas digitais para que, antes do saque, as pessoas pudessem pagar contas e fazer compras pela internet. Todos podem ficar tranquilos que, no dia em que for realizado o saque para os 3 milhões de brasileiros que não têm conta na Caixa, todo o dinheiro que está na conta digital será transferido para a sua conta”, declarou.

O presidente da Caixa deu um exemplo. Um beneficiário com conta no Banco do Brasil nascido em fevereiro vai poder sacar o dinheiro [da segunda parcela] a partir de 1º de junho. Se ele não tiver feito nenhuma movimentação na conta digital, receberá os R$ 600 integralmente na conta. Caso tenha pagado alguma conta ou comprado pelo aplicativo Caixa Tem, receberá o saldo remanescente.

Balanço acumulado

Até as 14h de hoje, a Caixa pagou o auxílio emergencial a 51,6 milhões de brasileiros, num total de R$ 44,3 bilhões. O número inclui tanto a primeira como a segunda parcela. Se for considerada apenas a primeira parcela, 10,7 milhões de pessoas receberam R$ 7,7 bilhões.

Segundo Guimarães, a Caixa terminará o mês tendo pagado o auxílio a 59 milhões de brasileiros. Isso porque, de hoje até 29 de maio, um grupo de 8,3 milhões de pessoas que tiveram o benefício liberado recentemente estão sacando a primeira parcela, conforme o mês de nascimento.

Na última sexta-feira (15), a Dataprev, estatal de tecnologia que analisa os pedidos de auxílio emergencial, liberou o benefício a esse contingente.

Suspensão de contratos

A Caixa também apresentou um balanço do Benefício Emergencial (BEm), pago a trabalhadores com contrato suspenso ou jornada reduzida durante a pandemia do novo coronavírus. De 4 de maio até as 14h de hoje, o banco pagou R$ 1,9 bilhão a 2 milhões de trabalhadores.

Do valor pago, R$ 1,2 bilhão foram depositados em contas de correntistas da Caixa Econômica Federal, R$ 688 milhões, creditados em contas poupança digitais e R$ 32,2 milhões foram pagos por meio do Cartão do Cidadão



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  • darsio
    21/05/2020
    Vivemos uma contradição bastante dolorosa. Enquanto a população mais pobre pena para conseguir o abono de 600 reais, as grandes empresas nadam em gentilezas e benefícios por parte do governo. Alegando queda no consumo, distribuidoras de energia receberão uma ajuda milionária, a ser paga pelos consumidores em suas contas. Agora, o tal posto Ipiranga pretende tirar direitos trabalhistas e beneficiará os grandes empresários com a eliminação de tributos. Mais uma vez, seremos nós o que bancarão essa conta, com a criação de uma nova CPMF. Em outras palavras, tudo que é projeto enviado por esse sujeito ao congresso, somente penalizou a classe trabalhadora, ao passo que com tantas gentilezas chegará o momento que empresários não pagarão um centavo se quer de imposto. Não estranhem se nos próximos meses o Gudes enviar um projeto para a revogação da Lei Áurea. Como vimos, o governo bozo não é feito apenas de imbecilidades, asneias e maluquices, pois ele também possui muita, mas muita maldade em relação aos que mais precisam da proteção do Estado, ou seja, os que de fato trabalham e geram a riqueza desse país, o trabalhador.
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