04 de julho de 2020

Franca

INATIVIDADE

Sem competições e treinamentos, atletas ficam sem receber e não tem perspectiva de retorno

Desde o início da quarentena, por conta da pandemia da Covid-19, as mais diversas competições esportivas no país foram suspensas. Por conta disso, atletas têm buscado treinamentos em casa mesmo sem salário e perspectiva para retornar.

Franca 5 dias atrás - Repórter: Higor Goulart
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Uma das comunidades mais afetadas por esse período de pandemia é a dos atletas. Com a ausência de competições e treinamentos proibidos, uma série de gastos precisaram ser cortados nessa área. Em Franca, por exemplo, desde abril os atletas da Feac (Fundação de Esporte, Arte e Cultura de Franca) não recebem o bolsa-atleta. Já na Francana, os atletas apalavrados para disputa da ‘bezinha’ tiveram que retornar para suas cidades e não têm recebido.
 
Na equipe de futebol, um desses casos é o volante Wallace Santos, de 21 anos. O jovem estava acertado com a feiticeira e fecharia o contrato, mas a quarentena atrapalhou e o atleta está sem receber nada. Ainda assim, o jogador tem feito treinos em sua cidade, Patos-PB. “O nosso preparador passou um treino para fazermos casa. Passei um mês fazendo os treinamentos que o clube mandou. Agora estou treinando mais forte ainda em um campo com um preparador físico para me manter em forma.”
 
O meio-campista Giovani Teixeira também era nome garantido para disputa do torneio. Diferente de Wallace, o armador fechou contrato e segue em acompanhamento com o preparador físico da equipe, Paulo Sérgio, aguardando o retorno dos torneios. “Nós que somos atletas não vemos a hora de poder voltar, mas eu creio que, com todas as precauções possíveis e com todos os cuidados que a federação está tendo, a volta não seria precipitada não. Vai ser algo muito bem pensado para segurança de nós atletas no decorrer do campeonato.”
 
Bolsa-atleta
Fugindo um pouco do futebol, existem, como citado, aqueles que dependem do bolsa-atleta fornecido pela Prefeitura, mas que não recebem desde abril. O atleta de handebol Matheus Andrade é um desses. O benefício que garante uma ajuda de custo para os jogadores determina que, para recebimento, os atletas devem estar disputando competições. Esse não é o caso. “Para me virar estou trabalhando com o meu pai em um depósito de bebidas. Então por enquanto está dando para me virar. Mas é sacanagem da Prefeitura tirar um dinheiro que é pouco comparado ao tanto que nós treinamos. Parece que nem ligam para nós, porque se ligassem no máximo diminuiriam e não tirariam por completo.”
 
Já na região, existem os que tem brigado para conquistar a possibilidade de fornecer o benefício aos seus atletas. Para desenvolver o programa, algumas regras precisam ser cumpridas, e Cristais Paulista brigava por isso, mas teve o sonho pausado pela quarentena. No Judô da cidade, a atleta Jéssica Reis, de 27 anos, luta por isso, através da Associação Kazoku. “A nossa associação que depende muito de promoções e colaboração de atletas e pais, está tentando pensar em promoções que possam ser feitas nesse período. Já que dependemos dessas ações para manter a associação.”
 
A atleta tem acompanhado a situação de alguns competidores francanos e entende que o benefício deveria ser mantido. “Embora tenha noção de que o poder público precisa investir em outras áreas nesse momento crítico, sei que essa não é a melhor solução. Alguns atletas dependem exclusivamente desse dinheiro, não apenas para competir como para se manter. A administração ao tirar esse apoio, apenas está jogando mais um grupo de pessoas em situação vulnerável.”
 
Francanos que competem em outras cidades
Além desses casos já testemunhados, existem os francanos que competiam em outros polos e precisaram retornar para cidade. Pedro Cervi, de 17 anos, jogou basquete durante boa parte da vida em Franca, até que no ano passado apareceu um convite para jogar em Joinville, no sub 17 do Blackstar. O jovem tem sentido falta de praticar o esporte que ama e tenta distrair a cabeça com outras coisas. “Sinto falta de conversar com os garotos do time. De sentir a adrenalina durante o jogo. Ouvir a torcida gritando anda fazendo muita falta. Aí tenho tentado me concentrar em outras coisas, como estudar por causa do Enem, ou vejo filmes e séries que me deixam mais desligado do que está rolando.”


COMENTÁRIOS

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  • Fora Doria
    5 dias atrás
    Esse \"tem\" do título não seria \"têm\"? Favor revisarem os textos.
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