06 de agosto de 2020

Culinária

RECEITA

O bolo de laranja

O artigo indefinido do título indica a espeficidade de um bolo cuja massa fofinha contrasta com a cobertura crocante de sabor cítrico.

Culinária 25/07/2020 - Sônia Machiavelli
Foto de:
Ingredientes

Massa 
4 ovos
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
2 xícaras (chá) de açúcar refinado
1 xícara (chá) de óleo
1 xícara (chá) de suco de laranja 
1 colher (sopa) de fermento 

Cobertura
2 xícaras (chá) de açúcar de confeiteiro 
2 colheres (sopa) de maisena
3 colheres (sopa) de suco de laranja (aproximadamente)
3 colheres (sopa) de suco de limão (aproximadamente)
 
 
Se fosse escolher, minha fruta preferida seria a laranja. Em segundo lugar, encostadinha, viria a mexerica. Mas essa, só a temos boa mesmo no fim do outono e começo de inverno. A safra deste ano, por exemplo, já está acabando. Gosto dos cítricos, meu organismo parece sentir falta deles. E aprecio todos os pratos onde entram.
 
Bolo de laranja, por exemplo, não troco por nenhum outro. Mas tem de ser feito com o suco da fruta espremida na hora, nada de essência artificial. Precisa ser tão fofinho que só de olhar a gente perceba a textura. E sua cobertura não deve ser de leite condensado nem de calda que entranha na massa deixando-a úmida demais. A que adoro desde sempre só aprendi a fazer há pouco tempo. Ela é durinha, forma uma crosta firme sobre a superfície, sem correr para dentro do bolo como afluente de rio. 
 
Atrás da receita perfeita  encontrei gente interessante que me falava de suco de laranja e açúcar refinado.
 
Variavam as proporções mas no fim era mais do mesmo: uma caldinha que  ora era  despejada no bolo quente, ora  no bolo frio. Não correspondia ao que eu queria, meu desejo sinalizava para o primeiro que comi quando menina, ou seja, há mais tempo do que tem a Sé de Braga. 
 
Eis que então, dia desses, navegando na Internet, fui parar num canal de culinária que parecia ter sido feito para mim. A chef batia um bolo de laranja cuja receita empatava com a minha, nada a acrescentar. Mas de repente ela disse assim: “Faz tempo que você persegue uma cobertura que fique durinha e com acentuado sabor cítrico? Ah, então não saia daí que vou te ensinar o segredo.”
 
Tinha um segredo, ora pois. Fiquei imaginado qual seria, enquanto anúncios se sucediam na tela do celular. Até que a  culinarista  voltou, com o  bolo já assado, desenformado e frio. Fui informada de que assim iria ele receber a  aguardada cobertura, feita com  açúcar, maisena, sucos de laranja e limão- cada qual na sua tigelinha. Abri os olhos para aprender direitinho. Ela colocou o açúcar e o amido de milho no copo do liquidificador e bateu por dois minutos. Quando destampou, dava para perceber uma fumacinha subindo. 
 
Despejou a mistura num pirex pequeno redondo e foi acrescentando colheres de suco de laranja e suco de limão, alternadamente, mexendo a cada vez. Nada de água. Nada de leite. Nada de fogo. Quando a calda ficou pronta, despejou-a delicadamente sobre o bolo, redondo e grande. Esperou cinco minutos e tocou a cobertura com a ponta do dedo. Firmíssima.
 
Antes de terminar o programa, cortando uma fatia generosa daquela tentação, explicou que a maisena e o limão eram responsáveis por deixar a calda seca. De minha parte, imaginei que açúcar e maisena batidos tinham  efeito do impalpável, usado na pasta americana. Deixei meu celular e fui direto à cozinha, tentar pela enésima vez fazer o bolo com casquinha. Comecei ligando o forno a 180° e preparei a massa. Quatro ovos, claras e gemas reunidas,, batidas com  açúcar e  óleo até espumar. Depois fui juntando aos poucos  farinha de trigo e suco de laranja até obter massa homogênea. Nesse ponto parei de bater, coloquei o fermento químico e apenas misturei com colher. Despejei a massa na forma redonda (30cm), de buraco, untada e enfarinhada, e levei ao forno por 40 minutos. Ao fim desse tempo, espetei o palito, vi que o bolo estava assado e, enquanto esperava esfriar, preparei a cobertura.  Bati açúcar e maisena, conforme as instruções acima, e fui adicionando os sucos, uma colher de cada vez, até a mistura se tornar líquida.  Espalhei pela superfície do bolo, e mal me contive cinco minutos para experimentar a delícia de sabores contrastantes- a massa macia e doce, a cobertura crocante e levemente ácida. Naquele dia, o bolo de laranja foi minha madeleine.

Passo  a passo
1. Bata os ovos com açúcar e óleo até espumar e o creme ficar claro
2. Acrescente aos poucos o suco de laranja e a farinha de trigo, continuando a bater
3. Desligue a batedeira, junte o fermento, mexa, despeje na forma, leve ao forno já aquecido a 180 °
4. Bata por dois minutos no liquidificador glaçúcar e maisena, coloque numa tigela,  misture às colheradas laranja e limão até  obter uma calda grossa
5. Espalhe o glacê frio no bolo frio e deixe secar por dez minutos.


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