28 de outubro de 2020

Culinária

RECEITA

Arroz de forno

Um prato que remete ao passado remoto costuma desencadear lembranças; no meu caso é o arroz de forno com camarão

Culinária 15/08/2020

Ingredientes

(para oito pessoas)

Arroz

3 xícaras (chá) de arroz

6 xícaras (chá) de caldo de galinha

3 colheres (sopa) de óleo

2 colheres (sopa) de extrato de tomates

1 cebola média

2 dentes de alho

1 copo de requeijão

200 gramas de ervilhas

Molho

1 quilo de camarão (do tamanho que o bolso permitir)

2 colheres (sopa) de óleo

1 cebola média

2 dentes de alho

500 ml de passata de tomates

 

Toda família brasileira costuma ter um prato associado a dias felizes, pois somos um povo que gosta de celebrar à mesa. E, na verdade, ter apetite significa estar com a saúde em dia, pois a falta dele é a primeira coisa que sinaliza algo que não vai bem no organismo. Apetite pela comida é um tipo que se encontra quase sempre conectado a outros apetites, da ordem da nossa vida psíquica. A primeira coisa que o depressivo perde junto com a alegria de viver é a vontade de comer.

Meus filhos gostam de um arroz de forno que comiam quando estávamos em férias na praia e eles, crianças de menos de dez anos, gastavam tanta energia no mar que à hora do almoço, servido ali pelas quatro horas, estavam muito famintos. Então era o momento de experimentar o que eles tinham ido comprar com o pai bem cedo, na Prainha de Itanhaém, dos próprios pescadores. O lugar era um point naquela época, pois servira de cenário para a novela que haveria de imortalizar Eva Vilma, vivendo dois papeis ao mesmo tempo, o das gêmeas Ruth e Raquel.

Para acompanhar o arroz cuja receita apresento hoje, havia pirão, feito com caldo de cabeça de peixe; “porquinho” (um peixe pequeno e carnudo) frito; salada verde. Bebia-se pouco refrigerante e muita água, de coco especialmente. Depois todo mundo tirava uma soneca e à noite íamos ao centro da histórica cidade, em cuja praça se encontravam os melhores churros que já comi na vida. Para encerrar, havia o parque de diversões que ficava lotado todos os dias. Bons tempos. Inesquecíveis. A eles recorro muitas vezes e agradeço pelo privilégio de ter vivido aquelas experiências.

O arroz de forno que não podia faltar nos almoços resultava de uma receita fácil, mas que tinha um segredinho. Ao refogar o arroz no óleo com seus temperos, eu juntava o extrato de tomate e continuava mexendo, para ele ficar rosado e bem soltinho. O segredo é esse: nada de molho de tomates e sim extrato. Aí, acrescentava o caldo de galinha, sempre o dobro da quantidade de arroz. Enquanto os grãos cozinhavam, preparava o molho de camarões. Refogava cebola, alho, juntava a passata, sal, pimenta-do-reino. Depois que começava a ferver, agregava os camarões, contava três minutos e desligava, porque além disso ficariam borrachudos. Os camarões daquela região do Atlântico eram enormes e ainda não se chamavam GG como os vejo hoje batizados. Prontos o molho e o arroz, a esse último  acrescentava as ervilhas previamente descongeladas  e um copo de requeijão, mexendo para incorporar.

Das duas panelas para a travessa era um pulo. No grande pirex de levar à mesa, untado com manteiga, ia primeiro metade do arroz que era esparramado com um garfo. Em seguida, o molho de camarões. Sobre ele, o restante do arroz. Sempre reservava alguns camarões com cauda para decorar a superfície. A finalização deveria ser com salsa bem picadinha e bastante alho cortado miudinho e dourado em óleo numa frigideira. Como algumas crianças (meus filhos costumavam levar amigos nessas viagens) não tinham simpatia pela salsinha, abdiquei dela. Estando montado, levava ao forno por vinte minutos. Na mesa eu deixava um pedaço de parmesão e um ralinho, para quem gostasse do queijo ralado sobre o arroz.

Devo dizer que preparei esse prato no último domingo, Dia dos Pais, ocasião que aproveitei para contar ao meu neto João essa história de férias na praia, que teve como protagonistas o pai dele, Junior; o tio André; amiguinhos e, claro, o Vô Corrêa, que ele tanto lastima não ter conhecido.

 

Passo a passo

  1. Lave o arroz, deixe escorrer bem, refogue em óleo onde tenha fritado 1 cebola picadinha e 2 dentes de alho bem amassados
  2. Junte o extrato de tomate e volte a mexer até que todos os grãos estejam cobertos; agregue o caldo de galinha fervente,  tampe a panela
  3. Prepare o molho refogando no óleo cebola e alho; junte a passata, sal, pimenta; quando ferver, junte os camarões, conte 3 minutos e desligue.
  4. Ao arroz já cozido e seco agregue as ervilhas, o requeijão e mexa
  5. Num refratário grande e untado com manteiga, esparrame metade do arroz, sobre ele o molho de camarão, depois o restante do arroz; leve ao forno por vinte minutos, coberto por papel alumínio; sirva bem quente.


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