25 de setembro de 2020

Nossas Letras

Razão e sensibilidade

Repleto de reviravoltas e personagens inesquecíveis, o romance retrata muito bem a dualidade de Elinor e Marianne e as vivências delas com a perda, o amor e a esperança - Gabriela Cuerba

Nossas Letras 22/08/2020

Perda, amor, dinheiro, luta de interesses, emancipação e esperança. Esses são elementos que marcam a narrativa de “Razão e Sensibilidade”, o primeiro romance publicado pela inglesa Jane Austen, em 1811 ainda sob o pseudônimo “A Lady”. Este clássico faz parte da Coleção de Luxo Jane Austen, lançado pela Vialeitura do Grupo Editorial Edipro, que já publicou “Persuasão” e “Orgulho e Preconceito.”

“Razão e Sensibilidade” apresenta a história das irmãs Dashwoods, que após a morte do pai são obrigadas a sair da mansão confortável onde viviam para morar numa simples casa em Barton Park. Enquanto Elinor é racional e lógica, Marianne é o oposto: sensível e romântica, recusa-se a se comportar da maneira hipócrita que a sociedade da época impõe.

Cercadas pela aristocracia inglesa, as irmãs Dashwoods têm de lidar com expectativas injustas por não possuir fortuna e não ter bons relacionamentos na sociedade. Elas enfrentam grandes desafios em suas vidas amorosas e são forçadas a encontrar o equilíbrio entre razão e emoção antes de conquistarem o verdadeiro amor.

“O mundo o tornava extravagante e vaidoso; a extravagância e a vaidade tornaram-no uma pessoa de coração frio e egoísta. A vaidade, que o levara a buscar o próprio triunfo cheio de culpa à custa de outra pessoa, acabara envolvendo-o em uma afeição real, cuja extravagância, ou pelo menos sua filha, a necessidade, tinha de ser sacrificada. Cada propensão defeituosa que o levara ao mal também causara sua punição.”

Repleto de reviravoltas e personagens inesquecíveis, o romance retrata muito bem a dualidade de Elinor e Marianne e as vivências delas com a perda, o amor e a esperança; além de exemplificar como era para uma mulher estar inserida numa sociedade rígida, repleta de regras e injustiça, na qual ambas tentam sobreviver e driblar o destino de serem infelizes.

Este clássico atemporal, em edição colecionável de capa dura luxuosa, assim como os demais romances de Jane Austen, traça um fidedigno panorama da situação da mulher na aristocracia inglesa do século XIX. Uma obra que enaltece a emancipação e manutenção da esperança no enfrentamento das desilusões da vida e das lutas de classes. “Razão e Sensibilidade” é uma das obras-primas que levaram a romancista a ser reconhecida como uma das mais renomadas escritoras inglesas em toda a História.

Jane Austen (1775-1817) nasceu na nobreza rural do século XVIII e representou a realidade de sua classe social em todos seus livros, concentrando-se no papel da mulher, no que foi pioneira. A sétima filha de uma família de ávidos leitores escreveu seus primeiros textos para o divertimento doméstico, até a publicação de seu primeiro livro, em 1810. Apesar de o casamento ser um tema frequente em suas obras, Austen morreu sem nunca ter se casado, aos 41 anos, em Winchester. Suas últimas palavras foram “não quero nada mais que a morte”.



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