25 de setembro de 2020

Nossas Letras

A rainha perdida

A história toca em diferentes temas essenciais, como a perspectiva de crescimento pessoal dentro das favelas, as diferenças entre áreas nobres e subúrbios - Carolina Tomazelli

Nossas Letras 29/08/2020

Que preço você pagaria para viver em uma sociedade sem fome e violência? Em Aghaia, os moradores foram privados da liberdade. Eles trabalham 14 horas por dia e não podem ultrapassar os muros dos distritos.

A realidade, que se passa no pós-guerra, em um período marcado por tragédias ambientais e escassez de recursos naturais, forma a trama de “A Rainha Perdida”, primeiro volume da trilogia da escritora Ana Cristina Melo. A obra marca a estreia da Editora Opala no mercado.

Um dos países criados pela nova divisão mundial, Aghaia é governado por Petrus, um rei que mantém controle cruel sobre todos a ele subordinados. Nesse cerco encontra-se Ellena, jovem nascida no distrito 7 que descobre o improvável: a palavra “liberdade” foi abolida do dicionário.

“Foi a partir daí que não parei de pensar o que mais a Capital nos esconde. Hector diz que, por enquanto, podemos descobrir um pouco mais nos livros, mesmo que ele esteja se arriscando para isso. Uma loucura dele, sem dúvida. Ladrões são severamente punidos. Eles e, às vezes, suas famílias.”

Com discussões políticas e sociais, a história também constrói um triângulo amoroso entre Ellena, Lukhas e Reed, os príncipes herdeiros da sociedade distópica. Esta é, aliás, uma das principais marcas da autora, que cria metáforas a partir de vivências cotidianas para fazer o leitor repensar “verdades” enraizadas e há muito reproduzidas.

“A Rainha Perdida” toca em diferentes temas essenciais, como a perspectiva de crescimento pessoal dentro das favelas, as diferenças entre áreas nobres e subúrbios, passando pela sustentabilidade e as novas tecnologias para utilização dos recursos naturais. Uma ficção distante dos enredos fantasiosos, segundo a autora, “com personagens tão humanos quanto eu e você”



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