20 de setembro de 2020

Obituários

DESPEDIDA

Aos 70 anos, morre Hilda Meira

Natural de Patrocínio Paulista, Hilda batalhou durante 13 anos da zua vida contra o Alzheimer.

Obituários 11/09/2020
Higor Goulart
da Redação
Hilda com seus três filhos, Adauto, Jacqueline e Fabrício
Morreu na última quarta-feira, 9, aos 70 anos, Hilda Meira. Conhecida como "Santa Hilda", ela lutou durante 13 anos contra o Alzheimer, tendo diversas complicações durante esse período.
 
Nascida em Patrocínio Paulista, desde cedo Hilda teve de aprender a ser responsável. Aos 10 anos, perdeu sua mãe e, então, precisou cuidar dos seus irmãos mais novos. "Ela assumiu essa responsabilidade. Abrir mão de curtir a infância não foi uma escolha, mas sim um ato de amor à vida e sua família. Desde cedo, aprendeu o significado do amor ao próximo”, disse sua filha Jacqueline Lacerda.
 
Viúvo, o pai de Hilda se casou com outra mulher. Foi então que ela buscou novos rumos. “Logo ela se mudou para São Paulo, para trabalhar como empregada doméstica. Voltou para Franca, foi morar com a madrinha dela e se casou com o esposo”, contou Jacqueline.
 
Foi no seu casamento que Hilda se tornou mãe de três filhos, Adauto, Jacqueline e Fabrício, e com eles a mulher compartilhou um de seus principais dons: cozinhar. “Ela viveu intensamente para família. Não trabalhava mais fora. Gostava de fazer comida, reunir a família. Ela deixou de dom para os três filhos foi o amor pela cozinha, porque todos sabem cozinhar muito bem. Seus ensinamentos serão eternizados”, disse Adauto.
 
E todo esse cuidado com os filhos precisou ser revertido. Quando, na descoberta de sua doença, os filhos precisaram cuidar dela. “Alzheimer foi diagnosticado. Não queríamos acreditar. Cuidamos de quem sempre cuidou da gente. Fizemos tudo que podíamos para que ela tivesse a melhor qualidade de vida. Tudo que estava ao nosso alcance foi feito. Ela sabe disso. Cuidamos dela com todo amor do mundo. Todo carinho. Foram longos anos, 13 anos de luta. Muita luta”, relatou o filho.
 
Com a perda, ficou a lembrança de uma mulher forte e batalhadora. “Ela continuará nos guiando e nos ensinando. Foi em paz. Na hora dela, no momento dela. Foi dormindo, sem dor. Sem sofrimento. De alma limpa e serena”, finalizou Adauto.


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