23 de outubro de 2020

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Você precisa levar o estresse a sério

Médico da Unimed Franca explica o que é, de fato, o estresse, como ele se manifesta no organismo e como evitá-lo.

PUBLIEDITORIAL 20/09/2020

Divulgação

Todo mundo já ouviu falar em estresse ou já se sentiu estressado em algum momento. Mas será que as pessoas realmente sabem o que significa isso?

De acordo com o dicionário, estresse é um estado gerado pela percepção de estímulos que provocam excitação emocional e, ao perturbarem a homeostasia (processo pelo qual o organismo mantém constantes as condições internas necessárias para a vida), levam o organismo a disparar um processo de adaptação caracterizado pelo aumento da secreção de adrenalina, com várias consequências sistêmicas.

Segundo o Dr. Marcos Bovo, médico psiquiatra da Unimed Franca, o estresse causa sintomas que mudam de diversas formas o estado físico e psíquico. “Estresse são respostas do corpo a estímulos, esses estímulos ligam os sistemas de alarme do corpo os quais instintivamente estão ligados a “lutar ou fugir”. A repetição do estresse leva a oxidação dos neurônios e envelhecimento precoce e hoje é uma das principais teorias da fisiopatologia dos transtornos mentais”, explica.

Tem gente que consegue lidar muito bem com episódios de estresse, já outras pessoas enfrentam muita dificuldade. Para o Dr. Bovo, é importante entender que existem tipos diferentes de estresse. “Existem 4 estágios para o estresse: alerta, resistência, quase exaustão e exaustão; e a evolução varia com o estímulo e o tempo e intensidade de exposição a este. Além disso, os sintomas dos transtornos ansiosos estão ligados ao estresse e, em geral, os transtornos ansiosos são uma manifestação de exposição a estresse crônico. Por isso, podemos comparar o estresse a um transtorno de ansiedade”.

Os sintomas do estresse são inúmeros, mas vale destacar a dificuldade de concentração, perda de memória imediata, apatia ou indiferença emocional, impotência sexual ou perda da vontade de ter sexo, herpes, infecções ginecológicas, queda de cabelo, gastrite ou úlcera, perda ou ganho de peso, ansiedade e queda na qualidade de vida. “Quando esses sintomas se tornam graves e incapacitantes, está na hora de procurar um médico. Vale lembrar que, quanto mais precoce for a procura por ajuda, melhor é o prognóstico”, enfatiza Dr. Bovo.

Ainda na opinião do psiquiatra, não existem causas ou fatores específicos isolados que causam o estresse. “É uma soma de fatores, em geral relacionadas a excesso de funções, foco exagerado no trabalho, falta de lazer e entretenimento no dia a dia, relações abusivas parentais ou românticas, entre outros. E o tratamento deve ser feito de acordo com cada situação”, diz.

No mundo moderno é comum que a maior parte das situações do dia a dia sejam tomadas por preocupações e, por isso, o estresse tem se tornado um grande problema. “O estresse é parte intrínseca da vida. Pensar em zero estresse é difícil. Mas algumas medidas como psicoterapia semanal, atividade física frequente, olhar atento ao excesso de funções são algumas medidas que podem ajudar”, conclui Dr. Bovo.



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