25 de outubro de 2020

Franca

DIA DO MÉDICO

Matheus Bruxelas: de sensação nos vestibulares a médico da linha de frente contra a Covid-19

O jovem saiu de Franca em 2014 para estudar na USP de Ribeirão Preto, onde se formou no início deste ano. Ao concluir o curso, atuou em várias cidades, antes de se instalar em Cristais Paulista.

Franca 18/10/2020
Lucas Faleiros
da Redação
Divulgação
Apesar de novo na profissão, Matheus Bruxelas atua na linha de frente contra o coronavírus
Em 2014, o jovem francano Matheus Trindade Bruxelas de Freitas, com apenas 16 anos, se saiu bem em diversos vestibulares e foi aprovado para cursar medicina em dez faculdades espalhadas pelo país. Com o feito, ele se tornou destaque nas páginas de vários jornais do Brasil, inclusive no portal GCN. Neste 18 de outubro de 2020, Matheus comemora o Dia do Médico enfretando uma pandemia.

O jovem saiu de Franca em 2014 para estudar na USP (Universidade de São Paulo) em Ribeirão Preto, onde se formou no início de 2020. Com 23 anos, ele trabalha na linha de frente contra a Covid-19, tendo a pandemia como seu primeiro desafio na carreira. Ao concluir o curso, Matheus passou por várias cidades antes de se instalar em Cristais Paulista.

“Antes de receber o convite para trabalhar na coordenação do enfrentamento à pandemia em Cristais, onde opero na unidade de urgência e sou responsável pela área, trabalhei em outras cidades da região. Já estive em GuaribaJardinópolisOrlândia e Altinópolis. Hoje, estou instalado em Cristais, trabalhando na linha de frente, enquanto aguardo as provas da residência médica”, conta.

Apesar do perigo e da exposição aos quais estão expostos todos os profissionais da saúde que lidam com o novo coronavírus, o médico afirma que encara a pandemia como algo que será rotineiro durante toda a sua vida.

“De certa forma, é curioso falar sobre essa situação. A pandemia foi algo que surgiu e eu comecei a acompanhar entre o final da minha graduação e o começo da minha carreira. Então, acabei tendo bastante apoio e suporte dos meus professores na faculdade, que são pessoas gigantes. Eles auxiliaram bastante para que nós, alunos, encarássemos o surto como mais uma das lutas que teremos durante nossa carreira. Querendo ou não, nós, da saúde, sempre estaremos expostos e precisaremos enfrentar perigos, como superbactérias ou doenças muito graves. Porém, para isso, há todo um preparo. Nós buscamos liderar e proteger a população em situações como essa. Precisamos ser um pilar”, relata Matheus.

O jovem diz que o surgimento do coronavírus acabou resultando em ocasiões que geram confusões sentimentais. “Tem sido um pouco assustador ver as pessoas piorando na nossa frente e, mesmo fazendo tudo que podemos, ainda termos dificuldades para salvá-las. Ao mesmo tempo, fico motivado por ver pacientes se recuperando. Pessoas idosas que chegaram em situações graves e acabaram melhorando, por exemplo. Isso, de verdade, não tem preço. Quando vemos alguém que vem ao seu consultório muito mal e, depois de uma semana ou duas, aparece novamente com uma cara melhor e se sentindo bem, é muito gratificante. Eu fico muito feliz.”

Questionado sobre qual a parte mais difícil de trabalhar em meio à uma crise de saúde como a pandemia, ele afirma que as brigas políticas foram o maior problema. “A divisão política envolvendo a situação foi o principal complicador. Isso fez com que política e medicina se misturassem, o que foi muito ruim e gerou várias discussões. O meu principal desafio foi enfrentar uma doença que deixou de ser doença para, em alguns pontos, tornar-se ideologia política.”

 

Estudos e inspirações

Há seis anos, após se dedicar aos estudos no ensino médio, Matheus foi aprovado para cursar medicina em seis faculdades públicas federais e outras quatro instituições particulares. O rapaz escolheu ir para a USP, no campus de Ribeirão Preto, onde estudou por sete anos.

“Foi uma experiência muito legal e tranquila. Sempre fui envolvido em várias atividades, tanto estudantis quanto esportivas, durante esse tempo. Participei de ligas, congressos e, como qualquer francano que ama basquete, pratiquei o esporte pela faculdade. Também fui organizador de um workshop de medicina lá. Fiz bastante coisa e os estudos foram muito importantes para mim. Os professores da universidade são pessoas incríveis e me ajudaram muito com suas instruções e repassando suas experiências de vida”, conta.

O jovem também realizou intercâmbios que lhe trouxeram novas experiências enquanto universitário. “No sexto ano, eu fui para a Alemanha trabalhar na Universidade de Tübingen, uma das cinco maiores do país. Tübingen é uma cidade puramente universitária e foi muito legal. É um outro mundo e me trouxe uma visão de vida totalmente diferente. Quando eu perguntava se eles vivenciavam alguns problemas que existem aqui no Brasil, como por exemplo a questão dos moradores de rua e de gente necessitada, sequer conseguiam entender o que era, pois não acontece com eles. Já no começo de 2020, fui para os Estados Unidos estagiar na área de ortopedia, na Universidade de Missouri. Foi muito interessante observar como eles são bem estruturados e poder tentar trazer um pouco disso para cá.”

Ele conta que um de seus sonhos é conseguir se especializar em ortopedia, assim como seu pai fez. “É a área em que quero fazer residência. Meu pai é ortopedista e me inspirou bastante ver o trabalho que ele faz. Foi algo que eu sempre gostei muito. Além disso, a robótica me atrai e acho bacana poder assimilar os dois seguimentos para ajudar as pessoas necessitadas. Isso significa utilizar a tecnologia que possuímos a nosso favor e dar novas oportunidades para pacientes que sofreram acidentes ou que têm deficiências, por exemplo. Este é um dos meus sonhos. O outro, realmente é ajudar as pessoas. Quando você vê o sorriso de alguém que se recupera de qualquer situação, dá uma satisfação que não tem explicação. Já perdi a conta de quantas vezes me emocionei por ver um paciente melhorar.”

Por fim, Matheus conta que sua família foi fundamental para sua carreira se tornar realidade. “Foi a base de tudo. Meu pai foi minha inspiração e minha mãe me apoiou em absolutamente tudo. Eles fizeram tudo por mim e possibilitaram que eu me tornasse quem sou hoje. Eles são responsáveis por tudo que eu consegui. Sempre tive um suporte psicológico gigante vindo dos dois, que sempre estiveram presentes em tudo na minha vida. Eles são incríveis e abdicaram de muitas coisas por mim. Minha irmã também foi importantíssima pro decorrer da minha caminhada. Ela também cursa medicina e sempre foi um sucesso em sua vida. Ela é um grande exemplo para mim.”



COMENTÁRIOS

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  • Emerson
    18/10/2020
    Esse é o candidato mais bem preparado, meu voto é bruxelas
  • João Basco
    18/10/2020 3 Curtiram
    Que matéria mais provinciana!
  • Moacir
    19/10/2020
    Deve ser tudo petista.
  • Elenice
    19/10/2020 1 Curtiu
    Parabéns pelo dia do médico! Parabéns também pela escolha da profissão, espero realmente que você consiga sucesso na sua carreira. E nunca abandone o desejo de ajudar a quem precisar.
  • Alex
    19/10/2020 1 Curtiu
    Este rapaz não é candidato nestas eleições. O Candidato a prefeito se chama RAFAEL BRUXELLAS. Que dureza........
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