29 de novembro de 2020

Esporte

DOIDO

Inter marca no fim, mas América-MG vence nos pênaltis e avança à semifinal

O Coelho segue fazendo história na competição. Depois de eliminar o Corinthians nas oitavas de final, agora derruba o Inter nas quartas e chega à inédita semifinal. Tentará repetir a façanha diante do Palmeiras.

Esporte 19/11/2020

Estadão Conteúdo
Abel Braga precisou de apenas três jogos para amargar sua primeira grande frustração no retorno ao Internacional. Em mais uma noite de futebol ruim do time, até conseguiu devolver o 1 a 0 ao América-MG, no último lance. Nos pênaltis, porém, viu Thiago Galhardo e Uendel errarem e os mineiros festejaram a vaga nas semifinais da Copa do Brasil com vitória por 6 a 5, no Independência.

O América-MG segue fazendo história na competição. Depois de eliminar o Corinthians nas oitavas de final, agora derruba o Inter nas quartas e chega à inédita semifinal. Tentará repetir a façanha diante do Palmeiras.

Foi um jogo muito fraco do Inter. Assim como no Beira-Rio, pouco chegou ao gol dos mineiros e acabou eliminado nos pênaltis. O gol de Yuri Alberto no minuto final serviu apenas para adiar o sofrimento do torcedor colorado.

Após duas derrotas seguidas, Abel resolveu mexer na escalação. Moisés voltou à lateral esquerda e o esquema tinha apenas um armador. No Independência, D'Alessandro. Com Edenilson na frente de dois volantes de marcação.

Mesmo necessitando do triunfo, o técnico deu mostras que sua equipe será mais protegida. Diferentemente do esquema do antecessor Eduardo Coudet, adepto a um futebol de mais intensidade, com um marcador e mais gente atacando.

A esperança para frear a empolgação do América-MG era que brilhasse a estrela de Galhardo. O artilheiro voltou ao País em voo fretado após ficar na reserva da seleção brasileira no Uruguai, em jogo válido pelas Eliminatórias.

Nos últimos 12, o América perdeu uma única vez. Na qual jogou com reservas. Por causa do bom momento, muitos torcedores se aglomeraram e fizeram um corredor verde para recepcionar o time do lado de fora do Independência. Em tempo de pandemia, com aumento dos casos de covid-19 pelo País, uma demonstração de amor fora de hora e com respaldo do clube, que comemorou a atitude nas redes sociais.

No campo, porém, o que se viu nos minutos iniciais foi um Inter valorizando a bola e rondando área rival. Mas diante de uma muralha defensiva, sem conseguir criar chances de perigo.

Galhardo e Leandro Fernández, na frente, viam a bola quase toda hora chegar. Quase porque sempre aparecia um pé salvador ou uma cabeça para afastar o perigo. O goleiro também se antecipou ao artilheiro antes da finalização. Apenas Moisés conseguiu concluir à meta de Matheus Cavichioli na etapa inicial.

Rodolfo, autor do gol da vitória em Porto Alegre, quase repetiu a dose no Independência. O chute passou beliscando o travessão. Foi o que o América apresentou numa etapa toda defensiva dos mineiros.

O Inter voltou sem mudanças para a etapa final e mostrando um futebol burocrático. Nem parecia necessitar da vitória. Foram 15 minutos desperdiçados. Até Abel resolver mexer. Fernández deu lugar a Yuri Alberto.

Mesmo sendo ídolo dos gaúchos, D'Alessandro não conseguiu armar o time. Sozinho, nem nas jogadas de bola parada conseguia dar trabalho. O Inter sentia demais os desfalques de Patrick, com covid-19 e de Boschilia, machucado. Abel arriscou nos minutos finais abrindo mão de um volante e tirando o veterano argentino

Colocou todo o time no ataque e nada de chance de gol. O América-MG já ensaiava a comemoração histórica quando Yuri Alberto, uma das opções de Abel na etapa final, recebeu de Galhardo e marcou, aos 49 minutos. Mesmo sem jogar bem, o Inter devolveu o 1 a 0 e levou a decisão aos pênaltis.

Léo Passos fez 1 a 0. Galhardo abriu a decisão para o Inter chutando para fora. Bateu fraquinho. Messias soltou a bomba e fez 2 a 0. Lindoso diminuiu e pediu calma a Marcelo Lomba. Daniel Borges falhou. Edenilson tinha nos pés a chance do empate E não decepcionou: 2 a 2.

Sabino ajeitou e, com paradinha, recolocou o América-MG na frente. Yuri Alberto não decepcionou. Nova igualdade. Marcelo Toscano fechou a série dos mineiros deslocando Lomba e jogando a pressão em Rodinei. O lateral não se intimidou: 4 a 4.

João Paulo e Praxedes não decepcionaram. O experiente Juninho bateu estranho, mas tirou de Lomba. Uendel chutou para o alto e o Inter amargou a eliminação. No fim, os gaúchos ainda quiseram briga em cena lamentável e desnecessária de quem não aceitou a queda em mais uma noite histórica para o América na Copa do Brasil.



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