26 de janeiro de 2021

Esporte

DISTÂNCIA

Pandemia separa atletas e torcedores do místico Poliesportivo

Em um ano atípico devido ao coronavírus, os atletas do Sesi Franca Basquete ainda não puderam sentir a energia que vem das arquibancadas da maior torcida de basquete do Brasil.

Esporte 10/01/2021
N. Fradique
da Redação
Arquivo
Primeira partida sem torcida no Póli, entre Franca e Bauru, em março do ano passado
Há quem diga que, quando precisa, a bola é soprada para dentro do aro do místico ginásio do Poliesportivo de Franca. Mas além de não estar podendo sentir essa mística no Póli nesta temporada, jogadores e torcida vivem um momento inédito na história do clube, separados pela pandemia.
 
Em um ano atípico devido ao coronavírus, o Sesi Franca Basquete não pôde comemorar o último título conquistado - Campeonato Paulista - perante sua torcida. Neste NBB, os atletas também ainda não puderam sentir a energia que vem das arquibancadas da maior torcida de basquete do Brasil.
 
O último jogo disputado na cidade nesse período de pandemia foi em outubro, pela primeira fase do Campeonato Paulista. Na decisão, o Sesi Franca bateu o Paulistano, em São Paulo, e não voltou mais para casa. 
 
A LNB (Liga Nacional de Basquete) adotou um protocolo de disputa das partidas em “bolha”, o que até remete Lula Ferreira, supervisor do clube, aos Jogos Abertos do Interior. “As equipes ficam no mesmo hotel e participam dos jogos convivendo juntas como se fosse um grande Jogos Abertos do Interior, onde todo mundo se encontra, em um contato mais perto dos outros times.”
 
O dirigente afirma que o mundo está vivendo uma situação muito diferente em função do vírus e o esporte não seria o único a não sofrer essa consequência. “Jogar sem torcida é ficar sem a essência do esporte. O esporte existe porque existe a paixão do torcedor em ver quem vai ganhar, quem vai perder, quem vai ser campeão e tudo que envolve uma competição. O calor humano da torcida faz um jogo totalmente diferente. Nós estamos jogando sem torcida, mas em função dela.”
 
Lula disse que não estar perto da torcida parece faltar algo à equipe, principalmente numa conquista. “Até a conquista de um título fica prejudicada. A torcida é a razão de ser do time, a essência e a representação de uma tradição de uma cidade de mais de 60 anos. Embora tudo isso esteja sendo ruim e difícil de conviver, temos de olhar que têm pessoas passando por situações bem piores, gente perdendo emprego, perdendo a vida e sem o que comer. Mesmo com todas as dificuldades que o esporte está passando, ainda sim, nós estamos numa situação privilegiada e só temos que agradecer.”
 
O técnico Helinho Garcia, acostumado com a presença da torcida nos jogos e nas comemorações, espera reencontrar o torcedor logo. “Espero que isso passe muito rápido, porque para nós seria fundamental, muito legal, jogar ao lado de nossa torcida e também perto da torcida dos adversários também, porque o esporte é para o público.” 
 
Mesmo longe de casa, o treinador diz que mantém uma conexão com a torcida. “Recebemos muitas mensagens da torcida, ligações, num contato também através das mídias sociais. Mas é diferente. Espero que se a gente tiver de comemorar um título num futuro próximo possa contar com a torcida, com trio elétrico e tudo mais.”
 
O capitão do time, o armador Elinho, diz que os atletas sentem muito a falta do público. “É estranho. Estamos acostumados com aquele clima de jogo e tivemos que nos adaptar. Está sendo uma temporada bem diferente. Mesmo quando a gente conquistava um título fora, voltávamos para casa e sentíamos o clima da conquista na cidade.”
 
O torcedor Geasi Félix de Almeida lamenta não poder assistir aos jogos da equipe no Póli ainda nessa temporada, se limitando a acompanhar a equipe pelas plataformas digitais. “Nunca achei que passaríamos por tudo isso, nem de longe imaginávamos que algum dia teríamos que assistir todos os jogos do 'maior do Brasil' apenas por transmissões via plataformas digitais e não no Pedrocão. É sempre um prazer imenso ver nossa equipe em quadra, mas não poder presenciar isso no Pedrocão é extremamente frustrante. Não poder ver nosso novo time, com nossos velhos guerreiros de temporadas passadas, e nem tampouco os que estrearam há pouco é de partir o coração. Que tudo isso passe e que possamos juntos novamente lotar o templo do basquete e cantar: 'Muito mais que um vício, muito mais que amor. Aqui é Franca Basquete, o rolo compressor'.”


COMENTÁRIOS

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  • Alceu Vicente da silva
    10/01/2021
    Depois de tremer contra o Nezinho, contra o ruivo ,contra o Davd Jackson haja energia Kkkkkkkkkl
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