12 de abril de 2021

Franca

DOC

Documentário narra a história de vida e luta de mulheres pretas de Franca

Documentário produzido só por mulheres conta a história de oito pretas que têm raízes na cidade de Franca; “Firma” tem estreia marcada para abril.

Franca 07/03/2021
Heloisa Taveira
da Redação
Ellen Faria
Eveline Souza, uma das protagonistas do documentário: historia de luta e superação
Em abril estreia o Firma, documentário que conta as histórias e percepções únicas de oito mulheres pretas com uma coisa em comum: a cidade de Franca. O projeto tem o objetivo de contar a trajetória de cada uma, retratando as dificuldades e conquistas que de alguma forma colaboraram para a identidade da terra do calçado. 
 
A produção tomou forma a partir de recursos captados pela Lei Aldir Blanc, pago no fim do ano passado para artistas da cidade. Com a verba inicial garantida, Eliara Alvez, produtora do projeto, procurou outras formas de arrecadação para que o audiovisual saísse do papel. E saiu. 
 
Com patrocínio e doações, nas últimas semanas começaram as gravações do Firma. O nome do documentário reflete uma expressão regional e aderida por muitos francanos para se referir às empresas da cidade. “Chegamos nesse nome porque em Franca as empresas são chamas de 'firma'. Entendemos que nós, mulheres pretas, somos a firma dessa sociedade. Somos a base que sustenta toda essa estrutura social”, disse Eliara. 
 
As cenas foram capturadas em ao menos oito cenários que identificam oito mulheres pretas que têm relação direta com Franca, a maioria em bairros periféricos. Para as câmeras, essas mulheres contam como suas narrativas: como driblaram o preconceito, lutaram por seus espaços, criaram seus filhos e cresceram profissionalmente. 
 
“São histórias muito reais e potentes, carregadas de emoção, verdade e resistência. São mulheres pretas que têm importância para a cidade de Franca, que são mães, avós, estudantes, sapateiras. É um documentário para afirmar a existência de cada uma”, falou a produtora.
 
Eveline Souza é uma das mulheres que protagonizam a história. “Me sinto feliz e grata por poder compartilhar com a comunidade de Franca parte da minha história a partir da minha chegada na cidade. Esse documentário valoriza nossa contribuição social, nossas histórias tornam-se conhecidas, nos tornamos exemplos de resistência, potencializamos nossa identidade e honramos nossa ancestralidade”, disse Eveline.
 
O documentário está em fase final e foi produzido apenas por mulheres, a maioria pretas. Durante as gravações, toda a equipe foi testada e foram mantidos os cuidados e a prevenção contra a covid-19.  A exibição está prevista para acontecer no Youtube.
 



COMENTÁRIOS

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  • Anti comunista
    07/03/2021 3 Curtiram
    Assim nasce o preconceito...
    • Darsio
      07/03/2021 1 Curtiu
      Na verdade seu nome deveria ser pró-nazista. mas, quem está usando esse codinome? O alex? o zerosmar? O anderson? Não sei não, mas uma certeza nós temos: trata-se de um ruminante bolsominion.
  • José
    07/03/2021 3 Curtiram
    Ué, não são mais mulheres negras ? Agora são pretas ? Que merda de militância eim, já meu falecido avô Joaquim (negro) e que seus descendentes viveram a escravidão.... Se você quer respeito você tem que se respeitar, não adianta \"eu\" que sou negro, permitir que meus irmãos também negros me desrespeitem na frente dos demais sendo eles brancos pardos ou pretos. Somos seres humanos antes de termos cor diferentes. O respeito vem com o exemplo que plantamos. Essa nova geração de netos e bisnetos que temos, são um bando de calhordas enrustidos e disfarçados de princesa Isabel. Por fim, a geração internet e iPhone acham que porque lêem a história sabem mais do quem viveu a história... Isso se chama hipocrisia e arrogância. O que nossos ancestrais diriam sobre isso... Nada pois estariam ocupados de mais se sentindo envergonhados
  • Anderson Ribeiro
    08/03/2021 1 Curtiu
    Mais uma da narrativa esquerdopata DIVIDIR PARA BAGUNÇAR
  • APARECIDO DONIZETE NUNES
    09/03/2021
    Acontecer ou Aconteceu no Youtube?
    • GCN
      09/03/2021
      Nota da Redação: o leitor tem razão. O erro foi corrigido.
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