12 de abril de 2021

Brasil e Mundo

SEM NEGÓCIO

Fabricantes de vacinas aprovadas no Brasil não vão negociar com setor privado

Nesta quarta-feira, o diretor adjunto da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, declarou que a vacinação contra a covid-19 deve ser uma política pública, liderada pelos ministérios da Saúde locais.

Brasil e Mundo 5 dias atrás
Priscila Mengue
do Estadão Conteúdo
Aurélio Pereira/MS
Carregamento com vacinas contra a covid-19 chegando ao Brasil com a bandeira do SUS
Nenhuma das quatro fabricantes de vacinas contra a covid-19 aprovadas no Brasil planeja negociar a venda do produto para o setor privado. As farmacêuticas Pfizer, Janssen, AstraZeneca e o Instituto Butantan destacaram que têm contratos com o governo federal e priorizam o fornecimento de imunizantes contra o novo coronavírus para o setor público. A Fiocruz, responsável por fabricar os imunizantes Oxford/AstraZeneca no País, também disse que toda a produção vai para a campanha do Ministério da Saúde.

Na terça-feira, 6, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que permite a compra dos imunizantes pela iniciativa privada A proposta - que prevê a aquisição até de vacinas que não tenham aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) - ainda precisa passar pelo Senado e pela sanção presidencial.

A nota da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, informa que a empresa tem acordo de compra antecipada com o Ministério da Saúde. "Neste momento, o fornecimento será exclusivo para o governo federal, por meio do Programa Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a COVID-19", aponta. Ela destacou, ainda, que não autoriza nenhuma pessoa física ou empresa a negociar em nome da Janssen com qualquer ente público ou privado.

A Pfizer e a sua parceira BioNTech, também por meio de nota, afirmaram entender que o imunizante contra a covid-19 deve ser fornecido à população em geral e, por isso, está comprometida a "trabalhar em colaboração com os governos em todo o mundo para que a vacina seja uma opção na luta contra a pandemia, como parte dos programas nacionais de imunização". Com base no acordo firmado e na disponibilidade de doses alocadas para o Brasil, completou, "neste momento não temos como dar andamento a uma negociação de fornecimento para empresas privadas".

A farmacêutica britânica AstraZeneca afirma, em nota, que tem trabalhado "incansavelmente" para cumprir o "compromisso de acesso amplo e equitativo no fornecimento da vacina para o maior número possível de países". Diante disso, continua o texto, "todas as doses da vacina estão disponíveis por meio de acordos firmados com governos e organizações multilaterais ao redor do mundo, incluindo da Covax Facility (consórcio de compra de imunizantes liderado pela Organização Mundial da Saúde), não sendo possível disponibilizar vacinas para o mercado privado ou para governos municipais e estaduais no Brasil".

A Fiocruz, responsável por produzir a vacina Oxford/AstraZeneca no Brasil, ainda diz que toda a produção própria é destinada exclusivamente ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde.

O Butantan, por sua vez, também destacou que "trabalha para atender à demanda da rede pública de saúde". O órgão paulista prevê entregar 100 milhões de doses da Coronavac até o fim de agosto. Na campanha de vacinação brasileira, a maioria das doses aplicadas foram do imunizante, feito em parceria entre o Butantan e a chinesa Sinovac.

Nesta quarta-feira, o diretor adjunto da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, declarou que a vacinação contra a covid-19 deve ser uma política pública, liderada pelos ministérios da Saúde locais. Ele também afirmou, em coletiva de imprensa, que uma possível permissão de venda do imunizante ao setor privado neste momento, em que há escassez do produto no mercado, ampliaria as desigualdades.



COMENTÁRIOS

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  • Darsio
    4 dias atrás
    Muitos desses empresários, aqueles que defendem a abertura de tudo e a exposição de seus funcionários, já se vacinaram. Ou com vacinas adquiridas no mercado clandestino ou mesmo fizeram por meio de uma viagem aos EUA ou a Europa e, com o dinheiro que possuem, se imunizaram. São grandes patriotas, amantes e defensores do verde-amarelo da nossa querida pátria amada!
  • PHABLO ROBERTO DE FARIA
    4 dias atrás
    Parabens ao Brasil. É por pensamentos ignorantes como esse que continuaremos sendo o campeão em morte em relaão ao resto do mundo...Como o governo e os Estados estão fazendo um ótimo trabalho em relação á vacinação então realmente não há porque deixar o empresário que tem condição vacinar seus próprios funcionários e desafogar a fila do SUS né? Brasileiro tem o que merece nesse país ridiculo...
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