22 de outubro de 2021

Franca

FUTURO INCERTO

'Aterro Sanitário recebe mais de 60% de sua capacidade diária de lixo', alerta gerente da Cetesb

Vida útil do Aterro Municipal, que expira em 2033, poderá ficar comprometida por conta do aumento da demanda.

Franca 13/10/2021
N. Fradique
da Redação
N. Fradique/GCN
O gerente da Cetesb de Franca, Alessandro Palma, esteve na Câmara nesta quarta-feira, 13
O gerente da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) de Franca, Alessandro Palma, esteve na Câmara Municipal para esclarecer a situação sobre a proibição das indústrias da cidade de descartar seus resíduos de couro no Aterro Sanitário Municipal. Há pelo menos 15 dias, as empresas, principalmente fábricas de calçados, estão proibidas de fazer o descarte do lixo - aparas e retalhos de couro curtido ao cromo – por falta do Cadri (Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental). A licença coletiva está vencida e o Sindifranca, sindicato que representa as indústras de calçados, busca alternativas para atender o setor.

Além do entrave sobre o descarte dos resíduos específicos, o pronunciamento de Alessandro Palma, na Tribuna da Câmara, chamou à atenção para um outro problema. O gerente da Cetesb alertou que o Aterro Municipal já opera com uma demanda diária de lixo acima de 60% de sua capacidade. Segundo ele, o ideal seria o recebimento de 300 toneladas por dia (200 toneladas de lixo domiciliar e 100 toneladas de lixo industrial), mas, atualmente, o montante é de quase 500 toneladas diárias.

Palma disse que o último levantamento, feito em maio, apontou 360 toneladas de lixo domiciliar e 132 industrial. “Hoje eu não vejo, realmente, nenhuma situação que nós poderíamos dar uma aval para disposição desses resíduos no Aterro. O Aterro Sanitário já vem recebendo uma quantidade excessiva, numa ordem de mais de 60% de sua capacidade diária de recebimento. Então, não dá, numa situação dessas, abrir qualquer precedente em termos de poder receber o resíduo sem os devidos procedimentos. Lembrando que o couro para ser depositado no Aterro precisa de uma análise, do ponto de vista químico, para que a gente verifique se este tipo de resíduo não confere periculosidade. Isso também não é uma situação que se faz do dia pra noite”, disse.

O Aterro Sanitário Municipal, inaugurado em 2006, tem uma vida útil de 27 anos, o que iria até 2033. Mas esse prazo poderá sofrer impacto, com o vencimento podendo ser antes. Dessa forma, a Prefeitura e os órgãos competentes poderão ter de enfrentar a questão de viabilizar um novo aterro, antes mesmo do previsto.

A questão do Aterro Municipal já estar operando acima de sua capacidade de recebimento diário de lixo é "preocupante", segundo o vereador Gilson Pelizaro (PT). “A fala do gerente da Cetesb é preocupante, porque o recebimento de lixo (geral) chega a quase 500 toneladas. Com isso, diminuiu a vida útil do Aterro, e diminuindo a vida útil, significa que logo, logo vamos ter que resolver uma baita questão ambiental gravíssima. Quando foi pra fazer o Aterro Sanitário atual, eu me lembro do desgaste que foi. É uma coisa indesejável, que ninguém gosta de ter perto de casa, ou propriedade. Isso vai voltar à tona antes do previsto. Isso começou com a conversa do lixo industrial e a gente viu que não será resolvido logo. Nem sei se vai encontrar uma solução devido à capacidade do Aterro.”



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