RECEITAS DA SONIA

RECEITAS DA SONIA

Arroz-doce com caramelo

Arroz-doce com caramelo

Nossa receita leva ingredientes básicos - arroz, leite integral, açúcar, casca de laranja, rama de canela. Onde está a diferença de outros? No caramelo. Ele é adicionado ao final e confere uma cor acastanhada, além de um gostinho peculiar, lembrança boa de festa na roça, infância, simplicidade, calor humano, conforto.

Nossa receita leva ingredientes básicos - arroz, leite integral, açúcar, casca de laranja, rama de canela. Onde está a diferença de outros? No caramelo. Ele é adicionado ao final e confere uma cor acastanhada, além de um gostinho peculiar, lembrança boa de festa na roça, infância, simplicidade, calor humano, conforto.

Por Sonia Machiavelli | 22/10/2021 | Tempo de leitura: 2 min
especial para o GCN

Por Sonia Machiavelli
especial para o GCN

22/10/2021 - Tempo de leitura: 2 min

Ingredientes:

  • 6 xícaras (café) de arroz cru
  • 4 xícaras (chá) de água
  • 1 pitada de sal
  • 2 litros de leite integral
  • 1 ½ xícara (chá) de açúcar
  • 2 colheres (sopa) de água quente
     

De acordo com os relatos da vida de Budha, após ter alcançado um intenso estado meditativo, o criador do Budismo acreditou ter encontrado o caminho certo para a iluminação. Mas o seu ascetismo extremo não funcionou nas vezes posteriores e Gautama descobriu o que os budistas chamariam de “estrada do meio”, o caminho para a moderação, afastado dos extremismos da automortificação.

Em um incidente tornado famoso, quando caiu num rio e não conseguiu nadar por conta da extrema fraqueza, ao ser resgatado aceitou leite e arroz cozido de uma menina chamada Sujata.Tal era a aparência pálida de Buda que Sujata teria acreditado se tratar de um espírito. O predecessor do arroz-doce restabeleceu as forças do Sidarta (“aquele que tem objetivos’) Gautama (“o que guia o rebanho”).

Entre nós a receita chegou pelas mãos portuguesas, pois os lusitanos já faziam o doce desde o século XVII, com a chegada do açúcar produzido nas ilhas Canárias a partir de plantações de mudas levadas pelos navegadores desde as Índias. Tornou-se ainda por volta dos Seiscentos um dos itens imprescindíveis da mesa natalina.

Em nosso país vem sendo reproduzido quase da mesma maneira, com acréscimo de casca de laranja e canela em rama (para cozinhar e perfumar) e em pó (para decorar). Em algumas regiões, agregam gema de ovo, para torná-lo amarelinho. Nossa receita leva ingredientes básicos - arroz, leite integral, açúcar, casca de laranja, rama de canela. Onde está a diferença de outros? No caramelo. Ele é adicionado ao final e confere uma cor acastanhada, além de um gostinho peculiar, lembrança boa de festa na roça, infância, simplicidade, calor humano, conforto.

A quantidade de grãos por pessoa é de uma xícara (café). Na receita pensada para seis porções generosas, meia dúzia. Cozinhe em quatro xícaras (chá) de água fria, em panela grande onde tenha colocado uma tira de casca de laranja, duas ramas de canela, uma pitada de sal.

Quando o arroz estiver bem cozido e sem líquido, retire a casca e a canela. Comece a juntar o leite aos poucos, mexendo sempre. Na panela larga, o leite não vai transbordar e sujar o fogão, o que é uma lástima. Mas é necessário mexer com constância pois o cereal tem tendência a grudar no fundo da panela. Quando estiver cremoso, junte uma xícara de açúcar, mexa e desligue. Com o restante, prepare o caramelo. Coloque o açúcar numa panelinha e não mexa até que fique bem dourado. Neste momento, junte duas colheres de água fervente. Espere o açúcar diluir-se na água. Ao obter uma calda grossa, derrame-a no doce e mexa bem. Sirva morno, na temperatura ambiente ou geladinho. É sempre bom.

Ingredientes:

  • 6 xícaras (café) de arroz cru
  • 4 xícaras (chá) de água
  • 1 pitada de sal
  • 2 litros de leite integral
  • 1 ½ xícara (chá) de açúcar
  • 2 colheres (sopa) de água quente
     

De acordo com os relatos da vida de Budha, após ter alcançado um intenso estado meditativo, o criador do Budismo acreditou ter encontrado o caminho certo para a iluminação. Mas o seu ascetismo extremo não funcionou nas vezes posteriores e Gautama descobriu o que os budistas chamariam de “estrada do meio”, o caminho para a moderação, afastado dos extremismos da automortificação.

Em um incidente tornado famoso, quando caiu num rio e não conseguiu nadar por conta da extrema fraqueza, ao ser resgatado aceitou leite e arroz cozido de uma menina chamada Sujata.Tal era a aparência pálida de Buda que Sujata teria acreditado se tratar de um espírito. O predecessor do arroz-doce restabeleceu as forças do Sidarta (“aquele que tem objetivos’) Gautama (“o que guia o rebanho”).

Entre nós a receita chegou pelas mãos portuguesas, pois os lusitanos já faziam o doce desde o século XVII, com a chegada do açúcar produzido nas ilhas Canárias a partir de plantações de mudas levadas pelos navegadores desde as Índias. Tornou-se ainda por volta dos Seiscentos um dos itens imprescindíveis da mesa natalina.

Em nosso país vem sendo reproduzido quase da mesma maneira, com acréscimo de casca de laranja e canela em rama (para cozinhar e perfumar) e em pó (para decorar). Em algumas regiões, agregam gema de ovo, para torná-lo amarelinho. Nossa receita leva ingredientes básicos - arroz, leite integral, açúcar, casca de laranja, rama de canela. Onde está a diferença de outros? No caramelo. Ele é adicionado ao final e confere uma cor acastanhada, além de um gostinho peculiar, lembrança boa de festa na roça, infância, simplicidade, calor humano, conforto.

A quantidade de grãos por pessoa é de uma xícara (café). Na receita pensada para seis porções generosas, meia dúzia. Cozinhe em quatro xícaras (chá) de água fria, em panela grande onde tenha colocado uma tira de casca de laranja, duas ramas de canela, uma pitada de sal.

Quando o arroz estiver bem cozido e sem líquido, retire a casca e a canela. Comece a juntar o leite aos poucos, mexendo sempre. Na panela larga, o leite não vai transbordar e sujar o fogão, o que é uma lástima. Mas é necessário mexer com constância pois o cereal tem tendência a grudar no fundo da panela. Quando estiver cremoso, junte uma xícara de açúcar, mexa e desligue. Com o restante, prepare o caramelo. Coloque o açúcar numa panelinha e não mexa até que fique bem dourado. Neste momento, junte duas colheres de água fervente. Espere o açúcar diluir-se na água. Ao obter uma calda grossa, derrame-a no doce e mexa bem. Sirva morno, na temperatura ambiente ou geladinho. É sempre bom.

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