29 de novembro de 2021

Nossas Letras

MALU BARBOSA

O que as crianças podem ensinar sobre a nossa relação com o dinheiro

Neste mês em que comemoramos o Dia das Crianças, muito se ouviu falar da relação dos pequenos com as questões financeiras. No geral, a principal discussão é sobre o melhor momento para começar a falar sobre dinheiro com as crianças, afinal, já está mais do que provado que educação financeira é peça chave para mantermos uma vida financeira saudável e equilibrada.

Nossas Letras 22/10/2021
Malu Barbosa
especial para o GCN
Neste mês em que comemoramos o Dia das Crianças, muito se ouviu falar da relação dos pequenos com as questões financeiras. No geral, a principal discussão é sobre o melhor momento para começar a falar sobre dinheiro com as crianças, afinal, já está mais do que provado que educação financeira é peça chave para mantermos uma vida financeira saudável e equilibrada.

Também ouvimos falar bastante sobre crianças que já estão aprendendo a investir, que começam a dar passos rumo ao empreendedorismo e que já sabem administrar o orçamento com a própria mesada. Mas, hoje, queremos ir além e mostrar que a relação entre crianças e as questões financeiras não se restringe a esses exemplos.

Você já parou para pensar que a atitude do público infantil diante da vida tem potencial para nos dar muitas lições no que diz respeito à nossa relação com o dinheiro? Pode acreditar que sim! Quer ver?

A curiosidade em aprender
É muito comum ver pais e mães por aí reclamando que estão exaustos dos "porquês" dos filhos. Por que o olho dessa boneca é verde e o meu não? Por que a vovó virou estrelinha? Por que eu preciso comer verdura pra ficar forte? Por que eu não posso brincar lá fora quando está chovendo, mas tenho que tomar banho todos os dias?

Por trás de todos esses questionamentos, vemos uma coisa em comum: a curiosidade em aprender sobre as coisas do mundo. Ao invés de se irritar com esse excesso de perguntas, a gente te convida a refletir por que, muitas vezes, perdemos essa curiosidade ao longo da vida e de que forma ela poderia contribuir para melhorar a nossa forma de lidar com o dinheiro.

Diversos estudiosos do assunto defendem que a curiosidade é fator fundamental para o aprendizado — e é, exatamente, por isso que as crianças têm mais facilidade do que os adultos para adquirir novos conhecimentos.

Uma vez que a falta de educação financeira é um dos fatores que contribuem para o endividamento e para a desorganização financeira enfrentada por muitos brasileiros, não há dúvidas de que termos mais interesse em aprendermos sobre o assunto poderia transformar nossa vida nesse sentido. E, certamente, já ficou claro o quanto podemos nos inspirar nas crianças para abraçar essa curiosidade e buscar esse conhecimento.

A coragem de ser vulnerável
Outro ponto que podemos aprender com os pequenos é: você já viu alguma criança ter vergonha de dizer que está com medo ou se sentir constrangida em falar que não sabe fazer uma determinada coisa? Pode até ser que aconteça, mas temos certeza que esses não são comportamentos comuns no público infantil.

Quando falamos sobre dinheiro, o que notamos é que o tema ainda é um grande tabu na nossa sociedade e, por isso, muitas pessoas preferem não falar sobre o assunto. Ao não compartilhar dificuldades ou dividir experiências com outras pessoas, a gente perde a oportunidade de aprender com quem já passou por desafios semelhantes e, portanto, poderia nos ajudar a enfrentar a situação de forma mais efetiva.

É por isso que a vulnerabilidade das crianças também tem muito a nos ensinar sobre a nossa relação com o dinheiro.Não importa se, na sua atual situação, você precisa negociar dívidas,conquistar uma renda extra ou apenas fazer o salário render mais do que o mês. Assumir nossas limitações e aceitar ajuda de quem está disposto a contribuir é o primeiro passo para avançarmos.

A alegria diante de pequenas coisas
Muitas vezes, nos sentimos frustrados com nossa vida financeira e é sempre importante parar para refletir de onde vem essa frustração. É muito comum que a gente compare a nossa vida com a de outras pessoas que vivem realidades completamente diferentes ou que a gente condicione a nossa felicidade a uma grande conquista — comprar a casa própria, por exemplo.

É claro que essas conquistas são dignas de serem bastante celebradas, mas será que precisamos esperar progressos tão grandiosos assim para ser feliz? As crianças estão aí para nos provar que não. Assim como na infância, as pequenas conquistas da vida financeira também devem ser comemoradas.

O segredo para aprender a fazer isso é estabelecer objetivos menores e mais facilmente alcançáveis e aproveitar para treinar a habilidade de definir prioridades financeiras. Ao invés de determinar uma meta de economizar R$ 5 mil durante um ano, por exemplo, por que não se comprometer a reduzir os seus gastos com delivery em 50%? Ou aceitar o desafio de escolher qual serviço de streaming, realmente, faz sentido manter?

Por mais que essas conquistas pareçam pequenas, a gente garante que elas podem ser um combustível muito potente para a motivação em continuar avançando rumo ao bem-estar financeiro.



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