29 de novembro de 2021

Opinião

RELIGIÃO

Cristo é nosso rei

Possuir, conquistar, exterminar são, para os homens, provas de força; para Jesus são fraqueza e derrota. Grande, para ele, é aquele que serve.

Opinião 21/11/2021
Mons. José Geraldo Segantin
especial para GCN
A solenidade de Cristo Rei encerra o Ano Litúrgico.

Na Eucaristia, a Palavra de Deus tem alguns ensinamentos para nós. Meditemos:

Primeira Leitura: Daniel 7.

O capítulo 7º, do qual é extraída a nossa leitura, começa dizendo que Daniel, numa dramática visão noturna, contempla, saindo do mar, quatro grandes animais: um leão, um urso, um leopardo e por fim um quarto animal assustador, medonho, dotado de uma força descomunal, que tritura tudo com seus dentes de ferro.

Esses animais são a representação de quem? O próprio autor explica: trata-se dos grandes reinos que se sucederam no mundo e que oprimiram o povo de Deus.

O leão é Babilônia, o urso e o leopardo representam outros povos dominadores (a Média e a Pérsia). A quarta fera, a mais terrível de todas, simboliza o reino de Alexandre Magno e dos seus sucessores; entre estes, um é extraordinariamente perverso: Antíoco IV, o perseguidor dos israelitas fiéis ao seu Deus.

Depois de tantas “feras”, eis que finalmente aparece um homem. Quem é ele? A quem representa?

Ele não representa um indivíduo singular, mas todo o povo de Israel.

Segunda Leitura: Apocalipse 1.

O livro do Apocalipse foi escrito numa pequena ilha do mar Mediterrâneo por um cristão que foi confinado lá por ter anunciado, com a pregação e com a vida, o evangelho.

Com essa sua obra ele tem a intenção de infundir coragem para os irmãos de uma comunidade da Ásia Menor, que está ameaçada de dispersão por causa da cruel perseguição.

Começa lembrando aos cristãos uma verdade fundamental da sua fé: “Cristo é o príncipe dos reis da terra”

Evangelho: João 18.

Todos nós com certeza vimos alguns daqueles quadros antigos que representam Cristo como rei.

Jesus está entregue nas mãos da autoridade romana, está sozinho, desarmado, não tem soldados que o possam defender. É um prisioneiro, abandonado até pelos seus próprios amigos, está sendo esbofeteado, vilipendiado.

Jesus não elimina ninguém, é ele que se apresenta para morrer; não manda nos outros, obedece; não faz alianças com os grandes e poderosos, mas põe-se ao lado dos humildes, daqueles que não têm valor nenhum.

Possuir, conquistar, exterminar são, para os homens, provas de força; para Jesus são fraqueza e derrota. Grande, para ele, é aquele que serve. 

Mons. José Geraldo Segantin é pároco da Igreja Santo Antonio



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